PRIVATIZAÇÃO DOS SERVIÇOS DE LIMPEZA URBANA

O aviso de pré-greve foi entregue há três semanas, porém não foram alvitrados quaisquer contactos por parte do Executivo no sentido de reunir com os sindicatos e, deste modo, evitar a paralisação. São mais de 2.000 os trabalhadores do Departamento de Higiene Urbana e Resíduos Sólidos e do Departamento de Reparação e Manutenção Mecânica, incluindo pessoal administrativo e técnico, motoristas e cantoneiros.
De acordo com o Público, o Executivo Camarário, pela palavra do Vereador José Sá Fernandes, considera que «esta greve não tem justificação», dado que se baseia, segundo o Presidente da edilidade, em "fantasmas". António Costa garantiu que «não está em causa a privatização dos serviços», assegurando ainda que «apenas foi encomendado um estudo sobre a viabilidade de, durante um determinado período de tempo, se adjudicar a limpeza e varredura das ruas da cidade a uma entidade externa, sem abranger a recolha de lixo.»
As declarações do Executivo não correspondem à verdade, uma vez que a concessão para a zona da Baixa-Chiado encontra-se já na sua fase final, muito além do mencionado estudo, aguardando despacho do Vereador José Sá Fernandes para ser levada a reunião de Câmara. Esta proposta prevê o lançamento de um concurso público para a aquisição de serviços de limpeza urbana pelo valor máximo de 3.000.000 euros pelo período de três anos, prorrogado por um a dois anos.
O Bloco de Esquerda apresentou, para discussão na Assembleia Municipal de quinta-feira, duas moções sobre esta importante luta. O BE propõe que a AML se solidarize com as reivindicações dos trabalhadores (moção 1) e que recomende à CML a anulação imediata de qualquer processo de concessão a empresas privadas dos serviços municipais de desmatação e de limpeza urbana e que assuma como prioridade a reestruturação do Departamento de Higiene Urbana e Resíduos Sólidos, investindo na sua modernização e na dotação de mais pessoal, lançando os normais concursos públicos de admissão e promovendo as acções de formação necessárias, com vista ao incremento da eficácia dos serviços prestados (moção 2).
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