Um "manto de silêncio" com cinco séculos foi rasgado

É justo que o façamos, não tanto por ter constituído originalmente uma proposta de Sá Fernandes, à qual se associaram o PS e Helena Roseta e que acabou por ser aprovada por unanimidade, mas principalmente porque um "manto de silêncio" com cinco séculos foi rasgado, conforme refere Fernanda Câncio, no "DN". Lisboa, finalmente, teve a coragem de o fazer e de querer perpetuar essa memória.
O Memorial homenageia as vítimas do terrível progrom de Lisboa, em 1506, refere o arrependimento dos católicos e afirma Lisboa como cidade da tolerância, para que nunca mais, quem quer que seja, venha a ser aviltado ou discriminado devido às suas origens, crenças ou opções. É um memorial a todos os que sofreram pela intolerância.
Finalmente, agradecer ao prof. Jorge Martins, especialista em Estudos Judaicos, que nos deu a ideia e os elementos históricos para a elaboração da proposta, bem como a toda a equipa da Câmara Municipal de Lisboa que a interpretou e executou de forma célere e admirável.
Algumas referências da comunicação social ao evento: RTP, DN, TVI
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