terça-feira, 20 de novembro de 2007

Greve na VALORSUL: Sá Fernandes exigiu informação sobre condições de processamento dos lixos de Lisboa


As notícias vindas a público na sequência da greve em curso dos trabalhadores da Valorsul, têm suscitado ao Vereador do Ambiente e Espaços Verdes da CML, José Sá Fernandes, uma grande preocupação quanto à situação das descargas e posterior tratamento dos resíduos sólidos provenientes das recolhas urbanas, nomeadamente do concelho de Lisboa.

A Câmara Municipal de Lisboa é accionista da Valorsul, sociedade cujo objecto social principal é a promoção do tratamento e valorização de resíduos sólidos de vários concelhos, entre os quais o município de Lisboa.

O referido conflito laboral decorre desde há uma semana, sem existirem ainda informações claras, por parte da Valorsul, sobre a forma como o tratamento dos resíduos sólidos se está a processar.

Assim, o Vereador José Sá Fernandes exigiu hoje, através de carta endereçada ao presidente do Conselho de Administração da Valorsul, informação, com carácter de urgência, sobre as condições em que se estão a efectuar a recepção e tratamento dos resíduos sólidos provenientes da recolha municipal em Lisboa.

O Vereador quer ainda que sejam apresentadas garantias, por parte da Valorsul, sobre o cumprimento de todos os requisitos técnicos e ambientais, legal e contratualmente exigíveis, no processamento dos resíduos sólidos com origem na cidade de Lisboa.

O Gabinete do Vereador José Sá Fernandes
20 de Novembro de 2007

Sá Fernandes confronta Administração da EPUL





O Público on-line refere-se hoje a uma carta do vereador Sá Fernandes ao presidente do conselho de administração da EPUL a exigir esclarecimentos sobre as viagens que este tem feito ao estrangeiro por conta da empresa, despesas que considera “questionáveis”.


Neste ofício, o vereador solicita informações urgentes sobre os custos e os objectivos das referidas viagens e adianta que "para além de outras questões, foi levantado por mim, ainda no meu anterior mandato, o assunto da existência de algumas despesas excessivas, aparentemente sem explicação, e que no contexto da grave crise da EPUL, eram totalmente irrazoáveis: pagamentos avultados a sociedades de advogados, a empresas de comunicação, o caso do arrendamento da sede ao SCP, pagamento de comissões a empresas privadas pela venda de terrenos, etc."

Sá Fernandes considera que o facto de se aguardar, para muito breve, o lançamento de um processo de reestruturação da EPUL, com implicações profundas ao nível da sua própria filosofia e missão, tornam ainda mais questionáveis os gastos avultados em viagens alegamente de «formação, aquisição de conhecimentos e representação», segundo as justificações avançadas na imprensa pelo presidente do conselho de administração da empresa municipal.

Enquanto o presidente do conselho de administração viaja pelo estrangeiro, é de salientar que a EPUL continua sem dar resposta a centenas de casais jovens que adquiriram casas em urbanizações daquela empresa municipal e que permanecem sem quaisquer perspectivas de as poderem vir a habitar, não obstante todos os prazos contratuais de conclusão das obras já terem sido ultrapassados. Apesar da gravidade da situação, porque implica avultados encargos para os casais jovens, a administração ainda não apresentou qualquer solução para o problema.

[P]

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Orçamento Participativo não é monopólio do PCP

Paulo Quaresma, autarca de Carnide, freguesia que desenvolve o processo do Orçamento Participativo há três anos, afirmou ao Sol que o OP não é um "muro das lamentações", como o que considera terem sido das três sessões promovidas pela Câmara para ouvir as populações sobre o orçamento de 2008.
«Ali não se está a promover participação nenhuma. A Câmara decidiu ouvir as populações, o que é legítimo e louvável, mas não é um orçamento participativo», critica. Segundo Paulo Quaresma, o que a autarquia lisboeta fez foi «pedir aos mesmos de sempre, àqueles que normalmente já participam para participarem», referindo-se às sessões organizadas para ouvir comissões de moradores, associações de pais, conselhos executivos, juntas de freguesias e colectividades.
Para o autarca, «corre-se o risco de brincar à participação e hipotecar-se um processo que é nobre porque se lhe retira toda a credibilidade».
É certo e sabido que o PCP gosta de guardar para si todos os louros dos processos de participação democrática, só assim pode entender-se esta atitude de "monopólio" sobre a participação. Ou seja, aquilo que não é feito em certos moldes, segundo determinado procedimentos (os que o PCP considera correctos) não presta, é de menosprezar, não tem efeito algum.
E claro que o orçamento participativo da CML foi lançado a partir de uma proposta do vereador do Bloco de Esquerda, José Sá Fernandes, por isso nunca poderia satisfazer ao PCP, por melhor e mais bem implementado que estivesse. E porquê? Pela simples razão da "iniciativa política"...
Lembre-se que o mesmo aconteceu também, recentemente, quando da votação da proposta de criação de reuniões de municipes descentralizadas, nas freguesias, apresentada pelo Bloco, e a qual mereceu o chumbo dos vereadores comunistas.
A proposta passou e as reuniões irão em frente, mas não sem antes o vereador Ruben de Carvalho ter defendido que esta será inutil, porque "a CML, sempre que quiser pode ouvir os seus municipes, não precisa de fazer mais reuniões".
Ora, pelo que conheço do elevado número de interessados em inscrever-se, todos os meses, nas sessões públicas das CML esta afirmação do vereador do PCP tem pouco fundamento. De facto há muito mais interesse das pessoas em participar do que meios de resposta da CML perante essa motivação.
Também pelo que vi nas sessões publicas do OP, estas tiveram toda a razão de ser. São a prova de que os municipes estão interessados em ser ouvidos neste processo, mesmo que ele esteja ainda - ninguém o nega - em fase inicial de implementação, para que em 2008 se possa falar de um verdadeiro OP.
O BE assume-o, e é pena que o restante Executivo da CML não o faça. Afinal o OP não nasce de geração espontânea, ou terá isso sucedido em Carnide?
Foi preciso dar o primeiro passo, e foi isso que fizémos. Pena que nem todas as forças na CML, sobretudo as de Esquerda, não o entendam assim, pois este devia ser um esforço assumido em conjunto.
Mais informações sobre o processo de OP em http://lisboacontaconsigo.cm-lisboa.pt/.
[CO]

domingo, 18 de novembro de 2007

SITUAÇÃO NA VALORSUL PRECISA DE UMA ATITUDE DE LISBOA

Os trabalhadores da Valorsul encontram-se em greve desde as 00h00 de Terça-feira em protesto contra o aumento salarial de entre dois a 3,3% proposto pela administração e contra a redução do tempo de descanso obrigatório entre turnos de 12 para oito horas.

Perante a recusa ao diálogo por parte da administração, os trabalhadores da Valorsul, em plenário realizado na manhã de Quinta-feira, decidiram prolongar a greve por tempo indeterminado. A GNR interveio e retirou o piquete de greve da entrada da incineradora.

Carvalho da Silva solidarizou-se com os grevistas e exigiu ao governo que ordene a retirada da polícia das instalações da empresa: "Trata-se de um conflito laboral, não é um problema de ordem pública, a polícia não pode estar aqui", acrescentou o Secretário geral da CGTP. O Bloco de Esquerda já fez um requerimento ao governo a pedir explicações.

Dezenas de camiões do lixo, muitos do município de Lisboa, estão a depositar toneladas de resíduos sólidos urbanos num aterro preparado para inertes e não para lixo por tratar. Esta situação está a gerar um problema ambiental que poderá ser grave.

A concentração de camiões nesse aterro, em Mato da Cruz, resulta, segundo fonte sindical ouvida pelo Correio da Manhã, do facto de a central de São João da Talha estar cheia de lixo após cinco dias de paralisação. Encontra-se em período de manutenção, pelo que o lixo orgânico está a ir para Mato da Cruz.

Até quando será possível sustentar esta situação se os camiões de Lisboa continuarem a despejar, inadequadamente, lixo no aterro? Tudo isto se arrasta desde a passada Terça-feira. Já deve haver muitas toneladas de lixos sem o tratamento necessário.

O Executivo da CML devia exigir à Valorsul esclarecimentos sobre as condições em que os resíduos de Lisboa estão a ser descarregados. Não é possível, em questões ambientais, assobiar para o lado e fingir que nada se está a passar.

E não seria altura dos trabalhadores da CML tomarem uma atitude de solidariedade com os da Valorsul? Ainda para mais quando estes estão a ser reprimidos pela polícia, às ordens do governo. Qual a posição do STML e do STAL sobre esta questão?


[P]

Estou tão triste...


Então perdemos a maior árvore de natal da europa para o Porto!?... Esse grande legado do Santanismo Científico?! Qualquer dia até acabam com os amores-prefeitos da Av. da Liberdade!

[Bernardino Aranda]

sábado, 17 de novembro de 2007

Blog dos precários


Descobri há pouco tempo o "blog dos precários".

Confesso: tive uma espécie de MixFeelings em relação ao blog... Por ser anónimo, publicar os nomes das pessoas, com os salários, etc. e por ter, apesar de tudo, algum pendor anti-Sá Fernandes que naturalmente me incomoda...

Por outro lado "só a verdade é revolucionária"... E a lista que eles publicaram dos avençados mais caros da Câmara vêm confirmar um dos meus avisos num post de há umas semanas atrás, quando falei do problema da "desdobragem de assessores" e dos limetes salariais demasiado elevados.

Nestas polémicas sobre se os blogs anónimos, tenho defendido que não vale a pena lutar contra a evidência de que estamos numa época e num mundo em que a informação circula muito rápidamente e que os novos meios tecnológicos permitem que qualquer um crie um mail, faça um blog e escreva uns comentários anónimamente...



Este "blog dos precários" é sem dúvida uma forma moderna de fazer a luta. É uma forma de luta à século XXI e que se está a mostrar ser um excelente complemento de outras formas de luta mais tradicionais.

O blog é muito interessante e é bem o espelho da complexidade de toda esta situação, das termendas injustiças que se estão a cometer, do justo capital de critica acumulado durante tantos anos pelos trabalhadores e do tanto, tanto que há a fazer para endireitar as coisas.

Como é um blog sobre Lisboa, vai para aqui ao lado.

[Bernardino Aranda]

Coligação PSD - PCP quer manter desigualdades no IMI

O Expresso on-line acaba de noticiar que a coligação PSD - PCP no município de Lisboa ameaça votar contra, na Assembleia Municipal, a proposta aprovada pela Câmara para redução das desigualdades no pagamento do IMI.

A notícia refere que "Na quarta-feira, a subida do IMI [a reunião de Câmara] foi também votada [para além do PS] pelo Bloco de Esquerda e pelos vereadores Lisboa com Carmona. Os Cidadãos por Lisboa (de Helena Roseta) abstiveram-se. Contra votaram o PSD e o PCP. A subida do Imposto Municipal sobre Imóveis de 0,7% para 0,8% nos prédios não avaliados permitiria à câmara arrecadar mais 9 milhões em 2008. Para os prédios já avaliados a taxa mantém-se em 0,4%. Social-democratas e comunistas apresentaram propostas que foram derrotadas (o PSD queria manter os valores actuais; o PCP uma descida de uma décima em cada uma das situações)."

Esta medida de aumento de 0,1% apenas nos prédios não avaliados (que pagam menos imposto do que os já avaliados) visa uma maior justiça fiscal, de modo a que o maior esforço tributário não seja feito apenas por quem adquiriu casa há pouco tempo.

O vereador das finanças deu o exemplo desta injustiça com a sua própria casa, uma vivenda no Restelo ainda não avaliada, que paga 15 euros por ano de IMI!

Sobre esta matéria, poderá ler em http://gentedelisboa.blogspot.com/2007/11/sobre-o-imi-em-lisboa.html uma explicação sobre o assunto.

[P]