terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Proposta para integração de avençados da CML já enviada aos Sindicatos

De acordo com a Lusa, António Costa já enviou aos sindicatos uma proposta para a integração dos trabalhadores avençados num quadro de direito privado do Município, que passa pela criação de um tribunal arbitral, uma medidas defendida por José Sá Fernandes para salvaguardar os direitos de todos os funcionários precários da CML.

Costa terá anunciado hoje o envio de documentação aos «três sindicatos mais representativos» dos trabalhadores do município durante a reunião da Assembleia Municipal.

Através de uma carta enviada aos sindicatos o Presidente da CML pede que apreciem as propostas de criação de uma convenção de arbitragem, um tribunal arbitral e um regulamento de arbitragem. O objectivo é a «regularização do enquadramento jurídico de um conjunto de trabalhadores do município com vínculo contratual privado».

O tribunal arbitral proposto visa a «adequação dos vínculos do pessoal do Município, em regime de direito privado». As propostas foram elaboradas tendo em conta um parecer do professor de Direito do Trabalho da Universidade de Coimbra Jorge Leite.

As propostas foram enviadas ao Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa (STML), Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local (STAL) e Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública (SINTAP).

António Costa anunciou no final de Outubro de 2007 a não renovação de 127 contratos de prestação de serviço. Mais de vinte dessas situações estão, contudo, a ser reanalisadas, grande parte dos casos devido à iniciativa do Vereador José Sá Fernandes.
[CO]

REUNIÃO DE CÂMARA DESCENTRALIZADA NO LUMIAR

No próximo dia 6 de Fevereiro, pelas 18,30 horas, terá lugar mais uma Reunião Pública Descentralizada da Câmara.

A reunião realizar-se-á na Associação de Deficientes das Forças Armadas, Avenida Padre Cruz, Edifício ADFA, freguesia do Lumiar e destina-se, preferencialmente, aos munícipes das Freguesias da Ameixoeira, Charneca e Lumiar, que se poderão inscrever, para intervirem, nos seguintes locais, dias e horários:

Junta de Freguesia da Ameixoeira – dia 31/01 das 10h às 12h
Junta de Freguesia da Charneca – dia 30/01 das 10h às 12h
Junta de Freguesia do Lumiar – dia 29/01 das 15h às 17h


As inscrições poderão igualmente ser efectuadas pelo e-mail dacm@cm-lisboa.pt ou pelo fax 21 322 70 12, no dia 31 de Janeiro das 9h às 18,30. Sendo este o meio de inscrição utilizado, deve o munícipe informar acerca do assunto a tratar e do contacto telefónico.

As intervenções do público, num número máximo de 20, serão ordenados de forma a priorizar os que incidam sobre os assuntos de interesse da zona, colectivo ou público.
Participa e divulga!

domingo, 20 de janeiro de 2008

sábado, 19 de janeiro de 2008

UMA MAIORIA ABSOLUTA...


Imagem de Carmona Rodrigues e de Mª José Nogueira Pinto quando estavam coligados na Câmara de Lisboa.

Foi a maioria absoluta conferida pela vereadora do CDS/PP ao PSD que permitiu a Carmona, após as autárquicas de 2005, continuar com os desmandos que já vinham do mandato anterior.

O silêncio do CDS/PP e da Zézinha sobre os recentes acontecimentos na CML é ensurdecedor...

BRAGAPARQUES FINANCIOU CAMPANHA DO PSD EM LISBOA


De acordo com a informação revelada no semanário Sol, pelo menos um cheque de 20 mil euros foi entregue como donativo de campanha ao PSD/Lisboa nas autárquicas de 2005, eleições ganhas pelo então candidato laranja Carmona Rodrigues, que tinha Fontão de Carvalho como mandatário financeiro.

O Ministério Público diz que a origem do dinheiro são os sócios da Bragaparques. A generosidade da empresa teve lugar um mês após a permuta dos terrenos e a hasta pública que deu à Bragaparques os terrenos da Feira Popular, num processo recheado de ilegalidades. Esta é uma nova investigação do MP que decorre de forma autónoma em relação ao processo da permuta do parque Mayer que já produziu acusações a Carmona, Fontão, Eduarda Napoleão, Remédio Pires e mais dois arquitectos da CML.

Segundo a imprensa desta semana, embora não indique provas de terem tirado um benefício pessoal com o negócio, a acusação demonstra como ao longo de três anos os acusados agiram em todo o processo da permuta e venda de terrenos do Parque Mayer e Entrecampos com a finalidade de beneficiar a empresa Bragaparques SA. A operação teve início em 2002, quando a Câmara aprovou o pedido de informação prévia dos terrenos do Parque Mayer, na posse da Bragaparques. Por proposta de Eduarda Napoleão, e violando as normas do PDM, os vereadores do PSD e PP davam assim à Bragaparques o direito de construir 46500 m2 no Parque Mayer.

Em resultado desta decisão, os terrenos que a empresa adquirira em 1999 por 11 milhões de euros passaram a valer 54,6 milhões em 2005, altura em que se dá o negócio da permuta investigado pelo MP. A acusação diz que os arguidos deram ainda à Bragaparques o direito de preferência sobre a parcela dos terrenos camarários de Entrecampos que não tinham entrado na permuta, fazendo-o contra as deliberações da câmara e da Assembleia Municipal. E conseguiram ainda que a empresa não pagasse os 9,1 milhões de euros em taxas exigidas pelos regulamentos camarários, fazendo um loteamento municipal (e portanto isento de taxas) em terrenos privados.Em Julho de 2005, confima-se o direito de preferência atribuído à Bragaparques na compra dos terrenos, bastando-lhe igualar a proposta mais alta na hasta pública.

A empresa de Domingos Névoa fica com os terrenos por 61,9 milhões de euros e a Câmara dispõe de um mês para homologar a venda. Três dias depois, Santana Lopes, então presidente regressado após a derrota das legislativas e no PSD, lava as mãos do assunto e diz a Carmona que não assina, deixando-o à vontade para o fazer. Carmona fá-lo de imediato, sem esperar sequer pelo pagamento do sinal no valor de 6,1 milhões. O negócio fez-se em tempo recorde, numa pressa que também violou várias etapas processuais, segundo a acusação do MP, e que culminou no pagamento com um cheque não visado (tal foi a pressa).

O julgamento deste caso deverá começar já no próximo dia 24. Depois teremos o julgamento de Domingos Névoa/Bragaparques pela tentativa de corrupção de Sá Fernandes. Entretanto temos as consequências da Sindicância aos serviços de urbanismo. E, segundo as notícias, ainda poderemos ter o julgamento do financiamento ilegal da Bragaparques ao PSD/Carmona. É espantoso como em tão pouco tempo a anterior gestão municipal deu tanto trabalho ao Ministério Público...

Com o Bloco na Câmara...

"Não tenho dúvidas: apenas há 3 anos atrás, quando o Bloco não tinha ainda vereadores eleitos, nem seria sequer possível imaginar que pudesse ser posta em prática uma operação destas, de reestruturação e combate à corrupção, nos serviços do Urbanismo da Câmara de Lisboa."

Leia o texto completo de Bernardino Aranda no portal Esquerda

Lido na imprensa


Não costumo gostar das coisas que Manuel Serrão escreve, mas ele tem razão quando diz «mudem o campo de tiro de Alcochete para a Ota. O que não faltam lá é patos-bravos, que lá andaram a fazer especulação imobiliária, para serem abatidos».
[BA]