sábado, 9 de fevereiro de 2008

Vergonha



No dia da tomada de posse da nova Governadora Civil de Lisboa, a polícia carregou à bastonada sobre sócios e amigos do Grémio Lisbonense que se manifestavam contra a acção de despejo ordenada pelo tribunal.

O vídeo da TVNET mostra que a carga se intensificou quando os flashes dos reporteres deixaram de disparar. o que indicía que os srs. agentes não estariam a sentir particular orgulho no que estavam a fazer...

Uma estudante italiana a viver em Lisboa, dizia surpreendida que o polícia que lhe bateu não tinha uma placa com o nome, como alguns dos seus colegas, nem se quis identificar após os incidentes.



A meu ver, a solução para o Grémio não é a Câmara arranjar um sítio alternativo para a Associação, como já tem sido sugerido.

É naquele lugar único de Lisboa que o Grémio deve ficar e todos devemos continuar a ter acesso àquela varanda única sobre a Praça do Rossio.

A CML deveria já ter iniciado atempadamente conversassões com o proprietário e a Associação, utilizando todos os meios ao seu alcance, de forma a que o Grémio passasse a ser propriedade pública.

[BA]

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

E SE A ASAE FOSSE AO ELEVEN?


Vamos pôr várias hipóteses:

- Descobriria que usa tupperwares para guardar sobras de refeições?

- Constataria que a música ambiente é de cd's piratas?

- Sentiria que o aveludado do papel higiénico não está ao nível das estrelas do Guia Michellin?

- Concluiria que não tem licença de utilização?

Qualquer uma destas hipóteses é inverosímil num restaurante de luxo, obviamente!!! Trata-se apenas de uma brincadeira... Descontraia...


terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

CML NA PENÚRIA ACEITA ESMOLA DE JÚDICE

Desenho do talentoso Pedro Vieira, aka Irmão Lúcia.

Luxuoso restaurante de Júdice paga renda de tasca à CML!!


Já há algum tempo que se aguardava com enorme expectativa o restaurante que «um grupo de milionários» iria abrir no alto do Parque Eduardo VII, que se assumia logo como candidato a estrelas Michelin... O DN on-line noticiava desta forma, há cerca de 4 anos e em pleno consulado PSD na CML, a abertura de um dos mais luxuosos restaurantes lisboetas, em terreno concessionado pelo município por 500,00 euros/mês.

José Miguel Júdice e Américo Amorim são dois dos onze sócios do empreendimento situado em pleno Jardim Amália Rodrigues.

Pois bem, 500,00 euros é quanto poderá custar um almoço para um casal no Eleven. Mas é preciso que se fique por um vinho "barato". Boa parte dos 300 rótulos que o escanção coloca à disposição da fina clientela do Eleven, fica muito acima da renda mensal paga à Câmara por Júdice.

Tudo isto se soube ontem, em entrevista de Mário Crespo a José Sá Fernandes, na SIC Notícias, a propósito do caso da concessão do Casino Lisboa. O restaurante paga uma quantia mensal à CML de 500,00 euros pelo direito de superfície cedido durante 20 anos.

É óbvio que do ponto de vista formal deve estar tudo correcto, até porque Júdice não cairia daí a baixo. Possivelmente, terá sido "um outro" qualquer a apanhar a concessão nestas condições. Gente fina não suja as mãos de qualquer maneira. Mas as circunstâncias em que a coisa foi feita é que deixa muito a desejar em termos de equidade negocial e de defesa do interesse público (a que a CML está obrigada).

Preocupante é saber que Júdice foi mandatário de Costa e que já está indicado por Sócrates para ficar à frente do projecto da Frente Ribeirinha (diz-se que até já lhe foi dado um gabinete...). Sempre que o PS se mete com a direita sai asneira da grossa.

[P]

Ainda o Túnel... Não é verdade que a derrapagem nos custos se deva à providência cautelar


"A derrapagem era uma coisa já esperada. Era evidente que se tinha gasto mais do que se esperava ao início, uma vez que o projecto foi todo alterado e foi quase todo refeito. Não se podia fazer aquela obra como estava projectada de início", disse ontem, ao JN, José Sá Fernandes, vereador dos Espaços Verdes na Câmara de Lisboa, a propósito da decisão do Tribunal Arbitral (TA) que obriga a autarquia a indemnizar em quase 18 milhões de euros o consórcio construtor do Túnel do Marquês.

Também ao CM o vereador José Sá Fernandes, eleito pelo Bloco da Esquerda na Câmara de Lisboa, recusou ontem que os 17,8 milhões de euros definidos pelo Tribunal Arbitral de indemnização da autarquia ao consórcio construtor do Túnel do Marquês– liderado pela empresa Tâmega – resulte, em parte, da providência cautelar que interpôs em 2004 à obra. “Não tem nada a ver”, declarou, insistindo que “ já toda a gente sabia que a obra ia custar mais do que o adjudicado”.


De facto, calcula-se que cerca de 15 milhões no aumento dos custos se devam directamente à má qualidade do projecto inicial, elaborado em pouco tempo e com vários estudos por fazer. O projecto teve de ser reformulado, em grande medida por imposição do Tribunal Administrativo. Os problemas de concepção foram de tal modo graves que uma parte do túnel, o troço que passa por cima do metropolitano, aida não foi concluido.

Sá Fernandes considera «estranho» que Estoril-Sol fique proprietária do edifício


O Sol on-line refere que José Sá Fernandes considerou hoje «estranho» que a Estoril-Sol fique com o edifício do Casino de Lisboa no final da concessão, situação que «contraria todas as regras».

O advogado e vereador do Bloco de Esquerda na Câmara Municipal de Lisboa comentava a manchete de sábado do semanário Expresso, que noticiou que o ex-ministro do Turismo e actual deputado do CDS/PP, Telmo Correia, «permitiu à Estoril-Sol obter um verdadeiro "jackpot", conseguindo ficar com a propriedade do edifício do novo Casino de Lisboa».

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

O nosso Fado...



O fadista Carlos do Carmo, que ontem recebeu um prémio Goya para a melhor canção original, afirmou-se surpreso e feliz pela distinção da Academia Espanhola das Artes Cinematográficas. Soube pelo Arrastão...

Este prémio acaba por distinguir também o filme "Fados", encomendado por Santana Lopes num dos seus famosos impulsos que deram também origem a obras como o túnel do marquês ou ao (não) projecto de Frank Gerry para o Parque Mayer.

Foi um filme que terá custado largas centenas de milhares de euros à autarquia e que acabou por ser exebido meia-dúzia de vezes.

Espero sinceramente que este prémio chame de alguma forma a atenção das distribuidoras para esta obra. Também por razões financeiras... (se bem que também não me admirava que os nossos autarcas da altura, generosos como sabiam ser com os dinheiros públicos, tenham prescindido de quaisquer direitos sobre o filme)

[BA]