terça-feira, 26 de maio de 2009

PDM no Limbo


Faz precisamente hoje, dia 26 de Maio, 15 anos sobre a aprovação pela Assembleia Municipal de Lisboa do Plano Director Municipal (PDM). É o principal instrumento de planeamento da cidade e ainda está em vigor tal como no essencial foi aprovado. A sua revisão devia ter ficado concluída há pelo menos 5 anos. Porém, a revisão do PDM permanece numa espécie de limbo escatológico, isenta de penas e de purificação, quem sabe se a caminho do inferno.

Apesar de ter feito parte das promessas do actual Executivo municipal, sabe-se agora que não haverá revisão e actualização do PDM durante este mandato. O PS especializou-se no incumprimento de promessas. Porém, as iniciativas urbanísticas continuam, nomeadamente na frente ribeirinha, comprometendo e condicionando o futuro da cidade da pior maneira: sem um instrumento enquadrador que reflicta uma estratégia democraticamente debatida e assumida pelos poderes, pelos cidadãos e pela cidade.

Nem o anúncio da elaboração da chamada Carta Estratégica, independentemente do valor do colégio de comissários responsável pela sua elaboração, resolve o problema. É lamentável que redunde num mero expediente pré-eleitoral. De facto, não tem qualquer carácter vinculativo da administração e dos privados, não possui mecanismos legais ao seu alcance que imponham medidas preventivas, nem obriga a futura revisão do PDM.

Por outro lado, o enquadramento legal em vigor, em termos de planeamento e ordenamento do território, consagra o carácter estratégico dos Planos Directores Municipais, tornando as cartas estratégicas dispensáveis. Ou seja, a estratégia deve ser definida em simultâneo e vertida no PDM.

Desta forma, o Executivo tinha a obrigação de promover o debate público sobre a estratégia para Lisboa através da abertura do processo de revisão do PDM. Pelo contrário, encerrou-o no gabinete do vereador do Urbanismo, congelou-o e optou pelo fogo-de-artifício de uma indefinida Carta Estratégica. Adiou, igualmente, a consagração no PDM do Plano Verde e dos 25% de habitação a custos controlados nas novas urbanizações e projectos de reabilitação. Um péssimo serviço prestado à cidade, uma dura machadada na participação cidadã. A JS que coloque luto nos seus “out-doors” sobre a cidade participada.

A Assembleia Municipal de Lisboa devia assinalar com orgulho os 15 anos da aprovação do PDM. Nos dias de hoje, seria passá-lo do limbo para o bocadinho de céu a que tem direito, muito justamente.

Pedro Soares

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Meandros...


Segundo a Lusa, o vereador da Câmara de Lisboa José Sá Fernandes anunciou ontem a criação de uma associação cívica que defina um programa político, a discutir privilegiadamente com António Costa e o PS, mas aberto à participação de outras forças políticas. O líder do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, reagiu afirmando que o vereador, eleito pelo partido em 2005, escolheu "ser candidato do PS há muito tempo".

Confrontado com o anúncio do vereador eleito como independente pelo Bloco de Esquerda em 2005 mas a quem o partido retirou entretanto a confiança política, Francisco Louçã referiu que o autarca "escolheu ser candidato do PS há muito tempo". A "intimidade" com o PS levou, segundo o líder bloquista, Sá Fernandes a "decidir ser candidato pelo Partido Socialista". "Respeito o seu ponto de vista, não há nenhuma surpresa, desejo-lhe felicidades na nova carreira", concluiu Francisco Louçã.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Video TVI da apresentação da candidatura do Bloco para Lisboa


Comissão parlamentar quer ver contrato com Liscont e ouvir Saldanha Sanches


A comissão parlamentar que apreciou a petição pela revogação do decreto-lei que altera as bases da concessão do terminal de contentores de Alcântara quer ver o contrato com a Liscont, revela um relatório a que a Lusa teve acesso.

O relatório conclui também que a comissão deverá ouvir o presidente do conselho fiscal do Porto de Lisboa, Saldanha Sanches, que tem dúvidas sobre a constitucionalidade do contrato com a Liscont, empresa do grupo Mota-Engil. Saldanha Sanches, professor universitário e fiscalista, foi mandatário financeiro da candidatura de António Costa, nas eleições intercalares para a Câmara de Lisboa, mas tem vindo a suscitar as maiores dúvidas sobre o "negócio" dos contentores em Alcântara.

Refira-se que o relatório intercalar da comissão foi aprovado por unanimidade a 14 de Abril.

BLOCO EM FORÇA NA CANDIDATURA A LISBOA





Hoje, no Miradouro de Santa Catarina, com o Estuário como pano de fundo, João Bau, cabeça de lista à Assembleia Municipal, fez um balanço negativo da gestão de António Costa, afirmando que esta "não esteve à altura das expectativas" criadas quando da sua eleição: "À esperança sucedeu a decepção", afirmou, lembrando que a reabilitação urbana da capital marca passo, que o PDM não foi revisto, como era seu compromisso, que não há uma política cultural para Lisboa. "É preciso devolver a cidade a quem nela vive", concluiu João Bau.

Na sua intervenção, Luís Fazenda defendeu um "castigo fiscal a sério" sobre os fogos devolutos, e a requisição temporária dos imóveis para fazer a necessária reabilitação. Por outro lado, para combater o excesso do automóvel na cidade, sustentou a necessidade do adiamento da valência rodoviária da terceira travessia do Tejo.

Para a requlificação da frente ribeirinha e responder ao "apelo do rio", opôs-se à proliferação de barreiras físicas e afirmou que a autarquia lisboeta "não pode ser o braço político dos negócios do governo com a Liscont." Para a reabilitação da baixa lisboeta, defendeu a criação de um auditório popular e de centros de animação e comércio na baixa, opondo-se ao "policentrismo, inédito na Europa", teoria que "só conduziu ao desligamento da cidade".

De acordo com a Lusa, Fazenda considerou que “o saneamento financeiro, a reestruturação das empresas municipais, o relançamento dos serviços, tiveram apenas intervenções pontuais, e varias delas erradas, para uma necessária Câmara transparente e de serviço”.

“Limpar uma coisa ou outra é pouco para ‘arrumar a casa’”, afirmou, acusando também o PS de não cumprir com a revisão do Plano Director Municipal, “naquele que já é conhecido como o ‘PDM de Santa Engrácia’”. Para Luís Fazenda, a ausência de um novo PDM aumenta as “preocupações sobre a opacidade do processo e sobre a natureza das pressões e interesses acerca dos solos da cidade”.


CANDIDATURA BE EM LISBOA: FERNANDO TORDO É O MANDATÁRIO


A cerimónia de apresentação das candidaturas do Bloco à Assembleia Municipal e à Câmara Municipal de Lisboa decorreu hoje, no miradouro de Santa Catarina, e foi aberta pelo cantor Fernando Tordo, Mandatário da candidatura.

"Lisboa é um miradouro de onde o Povo observa os seus eleitos. Com o Luís Fazenda e o Bloco na CML queremos ver, haveremos de ver, uma capital ainda mais bela do que as grandes canções que a homenageiam, incansavelmente imaginadas por tantos nós, geração após geração", disse Tordo.

"Uma cidade não é gente se não for, acima de tudo, a transcendência dos seus factores de sobrevivência, se não for uma cultura", acrescentou o agora Mandatário do Bloco em Lisboa.

João Bau e Luís Fazenda encabeçam as listas para a Assembleia e Câmara, respectivamente.

terça-feira, 5 de maio de 2009

APRESENTAÇÃO CANDIDATURA LISBOA

Na próxima quinta-feira, dia 7 de Maio, pelas 12:30h, no Jardim de Santa Catarina (miradouro do Adamastor), ao Bairro Alto, terá lugar o acto de apesentação das candidaturas do Bloco de Esquerda à Assembleia e Câmara de Lisboa.