quinta-feira, 30 de abril de 2009

Parque José Afonso Parque, mas em Santiago de Compostela


Um "Parque José Afonso" vai ser inaugurado a 10 de Maio junto ao "Auditorio de Galicia", em Santiago de Compostela, em homenagem ao autor de "Grândola, Vila Morena", informou hoje o Núcleo do Norte da Associação José Afonso (AJA).

Enquanto na Galiza se inaugura um parque com o nome de um dos maiores símbolos da resistência ao fascismo, por cá inaugura-se uma praça com o nome do ditador. Paradoxos a que não nos podemos habituar.

Para quando uma grande homenagem da cidade de Lisboa a Zeca Afonso?

Sondagem: Autárquicas Lisboa

Foi foi perguntado aos lisboetas, numa sondagem da Eurosondagem para a SIC/Expresso/RR, se as eleições fossem hoje, qual seria o sentido de voto. Ainda que a margem de erro seja de três por cento, a sondagem dá vantagem ao actual presidente da câmara da capital, com cerca de 31 por cento dos votos. Santana Lopes conseguiria mais de 25 por cento. A candidata do Movimento Cidadãos por Lisboa garantiria quase 8 por cento. Ruben de Carvalho 6,5. Luís Fazenda, do Bloco de Esquerda 5,7 por cento dos votos.

Se estes resultados se confirmassem, o PS conseguiria entre 7 e 8 mandatos na autarquia lisboeta. A coligação PSD/CDS 6 vereadores. O Movimento de Cidadãos por Lisboa, um ou dois mandatos. A CDU e o Bloco um vereador.

O PS ganharia a presidência da Câmara de Lisboa, sem maioria absoluta. A coligação PSD/CDS-PP ficaria muito abaixo da soma das listas do PSD/Carmona/CDS-PP nas intercalares de 2007.

Este estudo foi realizado entre os dias 26 e 28 de Abril com recurso a 1025 entrevistas telefónicas validadas, no concelho de Lisboa.

sábado, 25 de abril de 2009

sexta-feira, 24 de abril de 2009

BE CONFIRMA CANDIDATURAS DE FAZENDA (CML) E BAU (AML)


No plenário de aderentes de Lisboa, que terminou hoje de madrugada, foi aprovado o nome de João Bau, que será o cabeça da lista do Bloco para a Assembleia Municipal, e de Luís Fazenda, como cabeça-de-lista para a Câmara Municipal de Lisboa.

A candidatura de Luís Fazenda, proposta pela concelhia de Lisboa, não obteve qualquer voto contra e registou um voto nulo e três em branco. A de João Bau teve apenas dois votos em branco.

As duas candidaturas serão apresentadas publicamente no próximo dia 30, numa cerimónia na Gare Marítima de Alcântara.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

VAMOS A ISSO!


A anunciada coligação da Direita em Lisboa é o maior sinal de fraqueza dos dois partidos que a compõem. Nas duas eleições para o mandato e meio que esteve na presidência da Câmara de Lisboa, o PSD nunca sentiu necessidade de se apresentar ao eleitorado em conjunto com o CDS-PP, nem precisou desses votos para obter maioria. Porém, desta vez, a junção dos dois partidos tem sido apresentada como o maior factor da possibilidade de êxito. É muito pouco, soa a falso, mas o lastro que Santana Lopes arrasta desde a sua passagem pelos Paços do Concelho não lhe deixa outra alternativa.

De facto, a desastrosa gestão municipal do PSD entre 2001 e 2007 não lhe confere capital político que o impulsione para esta campanha, mas a mera soma de votos do PSD e do CDS-PP nas eleições intercalares também pouco mais dá do que 19%. Manifestamente insuficiente para tanta ambição. A fantasia que alguns pretendem criar é que os quase 17% obtidos pela lista de Carmona Rodrigues se transferirão automaticamente para Santana Lopes e lhe possibilitariam, dessa forma, a vitória. Cada um alimenta-se das ilusões que mais lhe convêm, mas essa contabilidade eleitoral é muito manhosa.

Para além de não ser de todo provável, nem estar inscrito nas estrelas que essa transferência ocorra, Carmona teve realmente 32 mil votos. Com menor abstenção do que a que ocorreu em 2007, aquele número de votos, que se quer apresentar como certo num determinado sentido, teria muito menor peso relativo nas próximas eleições, cerca de 10%. Ou seja, mesmo alimentado sonhos de um mirífico “jackpot”, desengane-se a Direita se pensa que pode antecipar o que quer que seja através de um simples operação de somatório. A análise séria dos resultados não o confirma, mas sobretudo a liberdade e variedade de comportamento dos eleitores é que não o torna verosímil.

O que se torna incontornável, é que a próxima campanha será um duro combate pela confiança dos lisboetas e um confronto em torno das principais ideias para a cidade. À Direita não chegará sentar-se no aparente descanso de uma coligação. À Esquerda será um erro ficar-se pela cinzenta campanha “contra o perigo da Direita”, que acabou por determinar a derrota de João Soares, em 2001.

Lisboa precisa de projectos para a cidade do futuro e está farta de quem se acha dono dos votos dos eleitores. Agora que fica clarificado o quadro em que ocorrerá esse debate, com o anúncio dos vários cabeças-de-lista, vamos a isso!

Pedro Soares

LUÍS FAZENDA EM LISBOA


O líder parlamentar do Bloco, Luís Fazenda, vai ser hoje proposto ao plenário concelhio de aderentes como cabeça-de-lista do BE nas próximas eleições para a Câmara Municipal de Lisboa. É o regresso em força do Bloco à Câmara da capital.

Luís Fazenda, fundador e um dos principais rostos do Bloco, é uma proposta forte do Bloco para a disputa eleitoral em Lisboa, no sentido de criar uma alternativa de esquerda para a gestão da cidade. Lisboeta, professor e deputado, Luís Fazenda foi também um destacado deputado municipal no tempo da coligação de esquerda liderada por Jorge Sampaio.

No plenário de hoje, deverá igualmente ser votado o cabeça-de-lista para a Assembleia Municipal.

A apresentação da candidatura autárquica do Bloco para Lisboa terá lugar no próximo dia 30.

domingo, 19 de abril de 2009

NOVO ATAQUE À FRENTE RIBEIRINHA


PRÉDIOS DE 16 ANDARES NO PLANO DA CML PARA A MATINHA


O projecto da Câmara Municipal de Lisboa para a zona da Matinha prevê a construção de 7 torres de 16 andares, para além de vários quarteirões de prédios de sete, cinco e quatro pisos, mesmo à beira-rio. A densidade construtiva junto à frente ribeirinha será elevadíssima.

De facto, segundo o Sol on-line, o plano de intervenção na Matinha, feito pelo ateliê Risco (que era dirigido por Manuel Salgado, antes de o arquitecto se tornar vereador da autarquia), prevê que 75% deste novo aglomerado urbano na cidade – que fica paredes meias com o Parque das Nações – seja ocupado só com construção de habitação.

Quando a revisão do PDM chegar à Câmara, todos os grandes negócios já estarão comprometidos em Lisboa e a frente ribeirinha não escapa.