segunda-feira, 11 de agosto de 2008

CRESCIMENTO DRAMÁTICO DA POBREZA EM LISBOA


De acordo com os dados fornecidos pelo Ministério da Segurança Social, Lisboa foi o distrito onde mais aumentou o número de pessoas e famílias abrangidas pelo Rendimento Social de Inserção (RSI) no primeiro semestre de 2008,

Estes dados, segundo foi adiantado pela Lusa, confirmam que no final de Junho do ano passado, havia 34.428 pessoas e 12.171 agregados familiares beneficiários do RSI no distrito de Lisboa. Um ano depois, o número de beneficiários aumentou, em ambos os casos, mais de 40 por cento: no final dos primeiros seis meses de 2008 recebiam o RSI 48.748 pessoas (17.596 famílias), ou seja, mais 14.318 pessoas e 5.425 agregados do que em igual período de 2007.

O número global de beneficiários do RSI ultrapassou a barreira das 300 mil pessoas no final do primeiro semestre deste ano. Os dados da Segurança Social apontam para 334.865 pessoas e 120.943 famílias a receber este complemento.

BLOCO ENCONTROU-SE COM MORADORES DESALOJADOS PELO INCÊNDIO NA AV. DA LIBERDADE


Segundo a Lusa, o BE de Lisboa defendeu hoje a necessidade de reunir os prédios devolutos da capital numa bolsa de habitação, anulando o “risco de insegurança, incêndio e especulação imobiliária” a que, segundo o partido, a cidade está sujeita.

O apelo foi feito pelo líder da bancada bloquista municipal, Carlos Marques, num encontro com alguns dos moradores desalojados do número 21 da Avenida da Liberdade, contíguo ao edifício devoluto que ardeu a 06 de Julho. Segundo o deputado, a iniciativa serviu para manifestar a solidariedade do Bloco de Esquerda para com os moradores, bem como para lembrar que a importante tarefa do actual executivo camarário deverá ser “recuperar, recuperar, recuperar”.

“É preciso parar de construir. É um contra-senso discutir a requalificação da zona ribeirinha com uma densidade que será do tipo ‘Reboleira em Lisboa’, quando há cem mil casas vazias na cidade”, afirmou Carlos Marques, sublinhando que 70 mil dos fogos desocupados estão devolutos.

Também o porta-voz dos moradores desalojados do número 21, António Ramalho, lamentou hoje a sobreposição da especulação imobiliária às necessidades das populações, mantendo a afirmação de que o incêndio de Julho não foi acidental e de que na sua origem estão interesses imobiliários.

(Síntese do comunicado da Lusa)

Pode vêr aqui a notícia no RCP com som e aqui a notícia Lusa/Sol

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

BLOCO DE ESQUERDA REÚNE COM MORADORES DESALOJADOS PELO INCÊNDIO NA AVENIDA DA LIBERDADE

O Grupo Municipal do Bloco de Esquerda reúne, segunda-feira, pelas 17h30, com os moradores desalojados do prédio número 21 da Avenida da Liberdade, junto ao edifício devoluto contíguo.

Um mês após o incêndio que afectou a cobertura do número 21, os moradores reclamam a entrada no prédio e já ameaçaram agir judicialmente contra a Câmara Municipal de Lisboa e proprietários dos edifícios afectados (Junta de Freguesia de Galveias e Fundo Libertas I).

Recorde-se que o incêndio destruiu a cobertura do número 21 da Avenida da Liberdade, facto que levou a que as cinco famílias residentes fossem realojadas temporariamente em hotéis e pensões daquela zona, ou mesmo, em casa de familiares.

Os moradores estiveram ontem concentrados junto ao edifício para reclamar a entrada nos seus apartamentos, com fim a recolherem os seus bens, porém foram impedidos pela Polícia Municipal.

Em ofício dirigido ao Presidente da CML, o Grupo Municipal do Bloco de Esquerda solicitou que fossem criadas as condições entendidas como necessárias para entrada no edifício, visita que se espera ser possível efectuar aquando do encontro com os moradores, para melhor avaliar a situação in loco.

O Bloco de Esquerda pretende ouvir as preocupações dos moradores desalojados, abordar com eles o grave problema dos fogos devolutos na cidade e preparar iniciativas que contribuam para enfrentar a situação.

O Grupo Municipal do Bloco de Esquerda

Candidaturas de cidadãos podem ser solução interessante

Na edição de hoje do DN, o BE considera que as candidaturas de cidadãos podem ser uma solução interessante nalguns locais.

O coordenador autárquico do Bloco de Esquerda, Pedro Soares, garante que o grande objectivo para 2009 é crescer, e que nalguns casos pode ser uma boa solução o apoio a candidaturas de cidadãos. "Pensamos que as candidaturas de cidadãos são um modelo desejável em vários locais, até pelo reforço da participação cívica e política que representam".

Mas se em princípio estão abertos a candidaturas de cidadãos Pedro Soares deixa bem claro não ter havido qualquer contacto com Helena Roseta, que deve querer repetir a experiência em Lisboa , nem tão pouco com Luísa Mesquita ex-deputada do PCP e que é vista como podendo ser uma solução desse tipo em relação ao Município de Santarém onde é vereadora.

Em todo o caso, Pedro Soares refere que se está a mais de um ano da realização de autárquicas pelo que em boa medida é muito cedo para decisões neste domínio. Em 2009, Pedro Soares adianta que não deverão estar presentes nos 308 municípios mas querem claramente captar mais executivos, vereadores e deputados municipais. Para além disso defende ser necessário reforçar em zonas mais interiores de Portugal como Vila Real, Bragança, Évora ou Castelo Branco onde é natural que " os militantes do BE queiram ver o partido a apoiar soluções para as autarquias.

(síntese da notícia da jornalista do DN, Eva Cabral)

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

MORADORES DA AVENIDA DA LIBERDADE PROCESSAM CML

Um mês após o incêndio no número 23 da Avenida da Liberdade, 15 moradores do prédio contíguo continuam a ver-se impedidos de entrar nas suas casas e recolher os seus bens. Cansados desta situação, os moradores anunciaram ontem que estão a preparar acções contra «a Câmara de Lisboa, o Fundo Libertas I e a Junta de Freguesia de Galveias».

Os motivos para a acção judicial diferem para cada um: incúria para a CML, por não ter impedido a degradação do edifício devoluto; violação dos deveres de conservação do prédio para a Junta de Freguesia de Galveias, como senhoria; danos causados para o Fundo de Investimento Libertas I, do grupo BANIF, proprietário do prédio ardido.

António Ramalho, porta-voz dos moradores, sustenta a tese de fogo posto e conta que «pessoas amigas fizeram investigações sobre o caso e descobriram que é intenção alargar o futuro hotel para o nosso prédio, o que aumentaria os 96 quartos para mais de 170». Os moradores alegam ainda que têm sido alvo de chamadas anónimas intimidatórias, onde lhe é sugerido não fazer «muito barulho sobre o caso».

Não obstante o edital assinado a 11 de Julho pelo Vereador do Urbanismo, Arq.º Manuel Salgado, o proprietário do número 21 da Avenida – Junta de Freguesia de Galveias - ainda não procedeu às obras de segurança que CML impôs: colocação da cobertura no telhado e remoção do entulho. Na intimação da autarquia lisboeta está bem expresso o prazo de execução dos trabalhos – «oito dias úteis para o seu início e com o prazo de 30 dias úteis para a sua conclusão» – sob pena de contra-ordenação.

As causas deste incêndio continuarão a ser apuradas pela Polícia Judiciária, porém, o impedimento de recolha dos bens dos moradores lesados, assim como o aparente incumprimento das obras de segurança impostas pela edilidade lisboeta, acompanhados pelo silêncio dos proprietários dos prédios em causa, deixam muito espaço para especulações.

Entretanto, outro edifício devoluto foi ontem alvo de incêndio. Foi na Rua da Venezuela, em Benfica. Tudo começou no rés-do-chão, porém rapidamente se propagou até à cobertura.

[AS]

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

MORADORES DA AVENIDA DA LIBERDADE CONCENTRAM-SE HOJE

O incêndio que deflagrou num prédio devoluto na Avenida da Liberdade ocorreu há um mês, o mesmo tempo que medeia a última vez que os 15 moradores do prédio contíguo não conseguem entraram nas suas habitações e a concentração de hoje.

António Ramalho, morador do número 21 da Avenida da Liberdade, esclarece que os moradores têm sido impedidos de entrar nos seus andares, não tendo autorização para retirar os seus bens, situação que não compreendem pois «isto só faria sentido se o prédio estivesse em risco de derrocada, mas não é o caso

O prédio devoluto onde o incêndio teve início viu todo o seu miolo desaparecer, sendo que as fachadas se mantiveram de pé e não há risco de colapso.

Um mês após o violento incêndio, os moradores do prédio contíguo ao ardido permanecem sem saber até quando ficarão alojados em hotéis, nalguns casos, em casa de familiares, noutros. Uma idosa foi realojada pela Junta de Freguesia de Galveias, concelho de Ponte de Sôr, proprietária do prédio.

Na semana passada, a Câmara Municipal de Lisboa informou que o prédio só poderia ser novamente ocupado após as obras no telhado e na instalação eléctrica, trabalhos que o Presidente da Junta de Freguesia de Galveias, António Augusto Delgadinho, garantiu começarem esta semana e estarem concluídos em 2009.

Os moradores concentram-se hoje em frente ao 21 da Avenida da Liberdade para exigir a entrada nas suas casas, prometendo ainda revelar «assuntos muito importantes e curiosos para contar, relacionados com tudo isto». Recorde-se que os moradores acreditam que na origem do incêndio, investigação a cargo da Polícia Judiciária, está fogo posto.

Sabe-se que o prédio ardido pertence a um fundo de investimento gerido pelo Banif e aguarda autorização da Câmara Municipal de Lisboa para construir um hotel de quatro estrelas.

(fonte: Jornal de Notícias)

[AS]

terça-feira, 5 de agosto de 2008

BLOCO DE ESQUERDA EXIGE ESCLARECIMENTOS SOBRE DEMOLIÇÕES NO BAIRRO DA LIBERDADE

Em requerimento enviado à Presidente da Assembleia Municipal de Lisboa, Dra. Paula Teixeira da Cruz, o Bloco de Esquerda pretende que seja apurada a responsabilidade pela ordem de corte do abastecimento emitida à EPAL.

O Bloco de Esquerda reitera ainda, com carácter de urgência, um cabal esclarecimento desta situação por parte da Câmara Municipal de Lisboa, nomeadamente quanto à intervenção prevista para aquela zona da cidade e ao plano de realojamento dos moradores.

É urgente que a autarquia esclareça definitivamente os moradores e a cidade sobre o destino do Bairro da Liberdade.

O Grupo Municipal do Bloco de Esquerda