quarta-feira, 16 de julho de 2008

Campo de Tiro de Monsanto


O "Expresso on-line" noticia hoje, num trabalho de Paulo Paixão, que foi chumbada uma nova localização para os terrenos do Clube Português de Tiro a Chumbo, que ficariam situados em terreno do Ministério da Justiça, contíguos às actuais instalações. Os 12 hectares no centro de Monsanto deverão, assim, reverter para o município.

É justo que se debata a reabilitação da Mouraria com os moradores


Refere o "Público" de hoje, na sequência da Assembleia Municipal de ontem, que Bloco de Esquerda tomou a iniciativa e os deputados aprovaram por maioria: a Assembleia Municipal de Lisboa vai recomendar à autarquia que desenvolva um processo de discussão pública sobre a reabilitação e revitalização do bairro histórico da Mouraria.

A proposta foi aprovada com os votos favoráveis do BE, PS, PSD e PCP, e as abstenções do CDS-PP e do PEV.

[P]

segunda-feira, 14 de julho de 2008

PROSSEGUE O JULGAMENTO DA BRAGAPARQUES


Comunicado da Lusa:

O ex-presidente da Assembleia Municipal (AM) de Lisboa Modesto Navarro (PCP) garantiu hoje em tribunal que quando foi aprovada a permuta de terrenos da antiga Feira Popular nunca foi tido em conta qualquer direito de preferência da Bragaparques.

Segundo declarou em tribunal Modesto Navaro, que presidia à Assembleia Municipal aquando da aprovação (em Março de 2005) do negócio da permuta de terrenos da autarquia da antiga Feira Popular pelo Parque Mayer, para que os deputados municipais tivessem em conta este direito de preferência ele teria que ter sido aprovado na autarquia, o que não aconteceu.


Questionado sobre uma carta da Parque Mayer enviada à autarquia relativa ao direito de preferência da Bragaparques sobre parte dos terrenos da antiga Feira Popular, Modesto Navarro esclareceu: o direito de preferência "não era matéria que fosse analisada pela autarquia".
"Tinha de ser analisada e votada pela Câmara a concessão do direito de preferência para que a Assembleia Municipal a tivesse em conta" quando aprovou a permuta, afirmou.

Modesto Navarro disse ainda que a carta relativa ao direito de preferência foi por si enviada à Comissão de Acompanhamento do Parque Mayer e aos líderes das bancadas da AM, mas frisou: "A Assembleia Municipal votou a permuta sem o pressuposto de que havia qualquer direito de preferência".

"Quando tivemos conhecimento pelos jornais que na acta da hasta pública era dito que a Assembleia Municipal tinha aprovado o direito de preferência, pedi esclarecimentos da situação", afirmou, adiantando que foi enviada uma comunicação ao presidente da autarquia a propor a anulação da hasta pública.

Modesto Navarro adiantou que na altura foi igualmente comunicado o caso à Inspecção-Geral da Administração do Território, ao Tribunal de Contas e ao Procuradoria Geral da República.
Durante a sessão de hoje foi igualmente ouvido um ex-deputado municipal [João Almeida], do Bloco de Esquerda, que afirmou que a Assembleia Municipal votou e aprovou a proposta da autarquia, que apenas se referia à permuta, sem mencionar qualquer direito de preferência da Bragaparques.

Também como testemunha de José Sá Fernandes foi ouvido o arquitecto Ribeiro Teles, que falou da relevância dos edifícios do Parque Mayer e da importância de manter a ligação do Jardim Botânico com a Avenida da Liberdade e defendeu que a revisão do Plano Director Municipal de Lisboa "já deveria ter sido feito em 2004".

Quanto ao concurso de ideias para o Parque Mayer, Ribeiro Teles defendeu que a área de intervenção "deveria ser mais abrangente" e que não deve haver construção na naquela área para permitir "a circulação das brisas da encosta".

A próxima sessão do julgamento está agendada para dia 29 de Setembro, altura em que deverá ser ouvida a última testemunha do vereador Sá Fernandes e em que regressará Modesto Navarro, desta feita enquanto testemunha da Bragaparques. Ficaram igualmente agendadas sessões para os dias 16 e 17 de Outubro.

domingo, 13 de julho de 2008

Amesterdão


De férias. Amesterdão é uma das mais bonitas cidades que eu já visitei.

No entanto nem tudo são flores...

Por exemplo, andar de carro em Amesterdão é um inferno! O pessoal queixa-se do corte de trânsito ao Domingo na Baixa, ou que a circulacão condicionada 'está a matar Alfama'... Em Amesterdão o que não faltam são ruas e Avenidas onde não é permitida a circulacão automóvel! Bairros inteiros, com ruas onde passam à vontade 2, só para circulacão pedonal ou de bicicleta!

Para além disso não há lugar para estacionar. Aqueles desgracados devem ter de deixar o carro a uma distância de casa...

Para cumulo, ciclistas por todo o lado... E ciclistas que não respeitam o automóvel! Não se afastam para os carros passarem nem tão pouco comecam a pedalar mais rapidamente, na evidencia de ir ali um gajo com uma máquina muito mais potente, que tem de ir fazer a sua vida. Uma vergonha!

[B Aranda]

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Sociedade Frente Tejo foge aos limites do Código dos contratos públicos


Apetece dizer, a propósito da nova Sociedade Frente Tejo, que "quem torto nasce, cedo ou tarde se endireita". De facto, 15 dias depois de Júdice ter anunciado que abandonava a presidência da empresa responsável pela gestão da frente ribeirinha de Lisboa, o Governo vem publicar o decreto que constitui a Sociedade Frente Ribeirinha, ainda sem presidente, mas com uma leonina excepção ao Código de Contratação (regula, a partir de dia 30, os contratos públicos).

A sociedade vai poder contratar empreitadas e adquirir bens e serviços por ajuste directo, sem concurso público, até 5,120 milhões de euros. Este valor é cinco vezes superior ao limite máximo de um milhão de euros previsto no referido Código dos Contratos Públicos, ao qual ficarão sujeitas todas a empresas públicas.

O governo justifica esta excepção pela urgência da conclusão das obras da frente ribeirinha a tempo das comemorações do centenário da República. Fraco argumento. O centenário da República exige transparência nos procedimentos, ao contrário de poder vir a ficar manchado pelas suspeitas de favorecimento de empresas e de interesses de algum modo próximos do governo.

[P]

A INCRÍVEL REVISÃO DO PDM DA MOITA


Como é que se torna possível, à luz dos princípios democráticos que devem presidir ao ordenamento do território, bem como da legislação em vigor, negociar previamente com privados aquilo que configura verdadeiramente uma revisão do Plano Director Municipal (PDM) ainda antes de esse processo ter sequer começado nos órgãos municipais competentes?

Competirá à investigação judicial fazer luz sobre a legalidade do procedimento utilizado pela Câmara Municipal da Moita (CMM) para aquele efeito. No entanto, merece a pena revelar o método e denunciá-lo como antidemocrático, no mínimo, de maneira a que o “modus operandi” seguido seja colocado em causa, na Moita ou em qualquer outro município.

A CMM entendeu que tinha descoberto um verdadeiro ovo de Colombo. Um presidente da Câmara tomou a iniciativa de protocolar com diversos privados alterações de uso do solo, nomeadamente a desanexação de áreas de REN, de modo a garantir a viabilidade de empreendimentos urbanísticos em locais que o PDM pura e simplesmente hoje proíbe, ao mesmo tempo que obtém contrapartidas que, elas mesmo, também podem subverter as normas em vigor.

Antes de qualquer mudança que só a revisão do PDM poderia permitir, um presidente da CMM comprometeu-se, em nome do município, a transformar solo rústico em urbano ou urbanizável e a diminuir a área da Reserva Ecológica Nacional. A expectativa de obtenção de mais-valias para os privados é brutal, de tal modo que nos protocolos que assinam com a Câmara se disponibilizam de imediato a ceder ao município outras áreas de que são proprietários. Não querem perder a oportunidade, obviamente.

O negócio é fabuloso para os privados e o presidente da Câmara argumentou que, desta forma, também obtém vantagens para o município. Um verdadeiro “mercado de futuros”, típico da especulação bolsista, levado a cabo por um presidente eleito pela CDU.

O problema é que estas não são as regras previstas na lei para a revisão dos PDM. O autarca da Moita assumiu compromissos para os quais não tem competências próprias, assinou protocolos que favorecem privados, procurou condicionar os órgãos com legitimidade para decidir sobre matéria de revisão do PDM e acabou por colocar em causa o interesse público. A CCDR, os vereadores da Câmara Municipal e os deputados da Assembleia Municipal da Moita deram o seu aval aos protocolos onde são assumidos novos compromissos urbanísticos que subvertem o PDM? Se o não fizeram, como é que aceitam participar num processo de revisão do PDM objectivamente condicionado por compromissos ilegítimos?

Pedro Soares escreve no JN, semanalmente, à quinta-feira.
psoares@be.parlamento.pt

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Bloco propõe o reforço dos direitos dos ciclistas e peões para uma mobilidade sustentável


O Bloco de Esquerda apresentou um projecto de lei para afirmar os direitos do ciclistas e peões no código da estrada, com o objectivo de encorajar a utilização da bicicleta e as deslocações a pé para uma mobilidade sustentável e um ambiente urbano de qualidade, adoptando uma cultura de segurança rodoviária que efectivamente proteja os mais vulneráveis e torne as cidades mais seguras e amigáveis.

Propõe-se a introdução do princípio da protecção dos mais vulneráveis, como os peões ou ciclistas; a aplicação de conceitos de gestão e acalmia do trânsito, mas também de qualificação dos espaços públicos, através do desenho urbano, como é o cado das zonas pedonais, zonas de estadia e zonas 30; a implementação de regras básicas de segurança para os ciclistas e peões, nomeadamente em termos de posição de marcha, cedência de passagem, ultrapassagem, circulação, ocupação dos passeios, entre outros.

Ver aqui o Projecto-Lei.