Em relação à notícia publicada no
Expresso, no passado sábado, sobre o projecto "Wind Parade", sobre o qual o Vereador José Sá Fernandes está a elaborar uma proposta para ser apresentada na CML, importa esclarecer alguns aspectos.
É um facto que a CML deseja promover as energias alternativas, tendo para tal, vindo a desenvolver projectos, em parceria com a Agência de Energia e Ambiente, Lisboa E-Nova, tal como foi dado a conhecer recentemente, com a apresentação do Plano de Actividades da agência para 2008.
O eventual apoio da CML ao projecto "Wind Parade", assume-se, no âmbito desta estratégia, sobretudo como uma forma de sensibilização para a questão da microgeração.
Prevê-se que a iniciativa "Wind Parade Lisboa" tenha lugar entre 1 de Junho e 31 de Dezembro de 2008, através de um protocolo a aprovar pela CML e no qual estão envolvidas duas entidades privadas, parceiras do projecto.
A ideia é que a CML se associe a esta iniciativa da seguinte forma: disponibilizando uma lista de locais onde serão instaladas micro-turbinas eólicas, que poderão ser entre 15 e 25 turbinas, sendo os locais escolhidos para a colocação, avaliados e aferidos pelos respectivos serviços da CML, responsáveis pelo Espaço Público. As turbinas são instaladas e desinstaladas no final do evento, pagando os privados todas as taxas devidas à CML.
A CML dedicará o dia 15 de Junho (Domingo) ao vento, reservando o Terreiro do Paço e a sua agenda a esta temática, realizando uma série de actividades neste dia alusivas à questão da energias eólicas.
A questão da localização das turbinas será devidamente acautelada pelos serviços, tendo em conta que os locais a escolher deverão ser locais movimentados, a cotas altas da cidade ou na zona ribeirinha para garantir vento, longe de habitações, visíveis, se possível associados a vias de comunicação, garantindo ausência de prejuízos para a vida quotidiana dos cidadãos, permitindo ligações à rede eléctrica para que durante o evento a CML use e energia produzida.
Os parceiros privados envolvidos terão ainda que repor a situação anterior à montagem e desmontagem da turbina.
A questão do ruído será também contornada, uma vez que as turbinas serão colocadas em locais, onde, pela sua envolvente, existe ruído exterior superior ao provocado pelo próprio movimento destas.
Quanto à dimensão das turbinas é falso que estas tenham a altura de quatro andares. Na verdade cada uma terá a altura equivalente a um candeeiro de iluminação pública.
[CO]