quinta-feira, 6 de março de 2008

Há uma outra "Europa do Sul"

O jornal "A Bola" refere, hoje, a entrada de Benfica e Sporting nos oitavos-de-final da Taça UEFA, depois de ontem o F.C. Porto ter sido eliminado da LIga dos Campeões pelo Schalke. «A Europa do Sul» foi o título escolhido pelo diário, que acrescenta: «Esperanças portuguesas depositadas nos grandes de Lisboa».

É claro que, como lisboetas, a caminhada do SLB e do SCP na UEFA nos enche de contentamento futebolístico e só podemos desejar os maiores êxitos a ambos nos jogos para os quartos-de-final.

No entanto, a referência de "A Bola" suscita-nos a reflexão de que Lisboa não é apenas a "Europa do sul"das vitórias ou da região mais rica do país, onde se gera 36% do PIB nacional e o PIB per capita é o mais elevado.

Conforme refere o recentemente divulgado Relatório do Observatório de Luta Contra a Pobreza na Cidade de Lisboa, Lisboa é uma cidade de contrastes muito vincados, com preocupantes indicadores de pobreza, analfabetismo, abandono escolar, desemprego, falta de condições de habitação e de vida em geral que afectam milhares de famílias. E este é o outro lado da "Europa do sul" que precisa de continuar a mobilizar toda a nossa atençaõ.

[P]


domingo, 2 de março de 2008

Bloco de Esquerda não fará coligações com PS nas autárquicas

O Público on-line refere-se hoje à entrevista de Louçã á TSF, mas titula a notícia de forma errónea. De facto o Bloco não participou em qualquer coligação com o PS, razão pela qual nunca poderá "repeti-la" em 2009.

O Bloco de Esquerda está indisponível para fazer coligações com o PS nas autárquicas, nomeadamente em Lisboa, disse o líder do partido, Francisco Louçã. O Público cita: "A pergunta é concreta e a resposta é concreta: não! Não será. Nós não faremos coligação com o PS nas autárquicas em 2009", disse o fundador do Bloco de Esquerda (BE), entrevistado pelo Diário de Notícias e rádio TSF."Por uma razão muito evidente, é porque os nossos projectos políticos, nas legislativas, nas autárquicas e, enfim, na condução da política do país, estão em confronto", acrescentou.

O líder bloquista explicou que em 2007 o vereador do BE em Lisboa, Sá Fernandes, fez um acordo com os socialistas sobre seis pontos concretos, incluindo sobre o já aprovado Plano Verde, porque houve "uma condição única e irrepetível, que era a da desagregação da política da câmara, em que era preciso salvar a câmara municipal com medidas de emergência imediatas". "Uma câmara municipal não trata da política do emprego, da política da qualificação, das reformas, das grandes opções governamentais e nessas é onde se consolida toda a nossa divergência com o PS", afirmou.

Sondagem U. Católica: PS e PSD em queda, Bloco duplica intenção de voto

A sondagem da Universidade Católica para a RTP/JN/Antena 1 dá ao PS o pior resultado dos últimos 12 meses, afastando-se da maioria absoluta. Na oposição, apenas o Bloco mostra tendência de crescimento, passando para os 8%, duplicando a intenção de voto registada em Outubro.

Quanto às figuras políticas com nota positiva em Fevereiro, só há duas: Cavaco e Louçã. O número de indecisos sobe bastante (14% para 21%) deste Outubro, e se lhe somarmos os que respondem que não votariam se as eleições fossem hoje e os que não responderam à sondagem, verificamos que metade do universo prefere não se pronunciar. O PS obtém 39%, o valor mais baixo desde Janeiro do ano passado. E a sondagem regista um facto inédito: em 1247 respostas obtidas pelo centro de sondagens, nem sequer uma avaliou o desempenho do governo como "muito bom". Dois terços dos inquiridos preferem o "mau" e o "muito mau" para classificar o governo Sócrates.

Mas quando a pergunta é sobre a alternativa ao governo, as fragilidades de Luís Filipe Menezes ficam evidentes. O PSD não consegue capitalizar o descontentamento e desce 3% desde Outubro, passando para os 32%. O líder do partido segue o mesmo caminho, caindo do segundo para o quarto lugar no ranking de popularidade dos líderes políticos.

O PCP manteve os 9% da sondagem anterior, e o CDS viu reduzir a intenção de voto a metade nos últimos meses (3%).

Belém!


A sua situação geográfica na cidade de Lisboa e a monumentalidade que encerra, fazem dela um ponto forte de grande interesse turístico. Mas também a qualidade da área residencial de eleição que comporta e porque está sentada na primeira linha da zona ribeirinha, faz dela a mais apetecida freguesia de Lisboa.

De palacetes centenários (históricos), a parques de estacionamento estratégicos, a ordenamentos locais estabelecidos, nada foge à gula de quem, com informação privilegiada, se adianta nesses locais catalisadores de estruturas de forte pendor económico.

A zona da Doca Pesca, em Pedrouços, como espaço a requalificar e o projecto "Centro de Investigação da Fundação Champalimaud" a instalar são o mel que atrai todos estes gulosos. É bom para a freguesia, quer para o seu desenvolvimento económico quer para a requalificação daquele espaço, quer ainda se se viesse a constituir como um pólo de trabalho para as gentes de Belém. O que não é bom são as cedências e a falta de controlo sobre as apetências selváticas dos nababos do betão, que só vêem em cada metro quadrado de espaço livre de construção num espaço a betonar, como, aliás, já o vêm fazendo em regime de roda livre, como atrás foi dito.

Toda esta panóplia de "facilitismos" tem uma origem que importa relevar para que sob capa da ingenuidade não se encubra a verdadeira razão que a originou - Dinheiro, ou melhor, a falta dele - Arranjar verbas para tapar o buraco financeiro da CML que as ruinosas administrações Santana /Carmona vieram, com o buraco do Marquês, acrescentar mais buraco ao buraco.

Eduardo Lopes

sábado, 1 de março de 2008

FERNADO NEGRÃO DE NOVO ARGUIDO

Segundo o Sol on-line, Fernando Negrão vai ser ouvido como arguido num crime de violação do segredo de Justiça. O pedido judicial de levantamento da imunidade parlamentar já deu entrada na Assembleia da República. Negrão para além de ser vereador na CML é também deputado.

Sá Fernandes exige esclarecimentos sobre obra ilegal junto à Embaixada da China

O vereador Sá Fernandes constatou que no logradouro do edifício da Embaixada da China, Rua de São Caetano, nº 2, junto ao Hotel da Lapa, está a ser construído, nos jardins do imóvel, uma obra aparentemente ilegal.

Não sendo visível junto a esta construção qualquer licença e confirmando-se a ilegalidade da mesma, o vereador defende que se deve intervir junto da Embaixada e das entidades competentes para que a obra seja embargada.

Entretanto, o vereador enviou uma carta ao IPPAR para que informe sobre a existência de algum parecer emitido sobre esta obra, aguardando-se os devidos esclarecimentos.
Veja aqui notícia do JN.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

BE de Marvila contra insensibilidade social do Presidente da JF

“Uma faixa significativa da população não quer trabalhar”, afirmou Belarmino Silva

Bloco de Esquerda em Marvila repudia insensibilidade social do Presidente da JF

O Bloco de Esquerda em Marvila, vem repudiar claramente as afirmações do Sr. Presidente da Junta de Marvila, Belarmino Silva, sobre a existência de uma “faixa significativa da população da freguesia que não quer trabalhar”, produzidas na passada terça-feira, a propósito da apresentação do I Relatório do Observatório de Luta Contra a Pobreza na Cidade de Lisboa.
O responsável da JF de Marvila disse à Agência Lusa que «pior do que a pobreza de dinheiro, é a do espírito», reconhecendo que uma faixa significativa da população da sua freguesia «não quer trabalhar». E acrescentou: «Recebem o rendimento mínimo e não querem fazer mais nada».
O Sr. Presidente da Junta de Freguesia de Marvila, ao analisar bem os dados do relatório que serviu de base a esta afirmação, constatará que a proporção percentual da população de Marvila abrangida pelo RMG (Rendimento Mínimo Garantido), enquadra-se perfeitamente na média das 53 freguesias.
Relativamente à taxa de subsídio de desemprego nesta Freguesia, vem o Bloco Esquerda lembrar que existe actualmente a obrigatoriedade de fazer prova quinzenal de procura efectiva de emprego, por parte do desempregado nas instalações do IEFP com o conhecimento das Juntas Freguesia.
Certamente as razões que levam à pobreza nesta freguesia e à dificuldade de encontrar emprego serão em tudo semelhantes às que todo o País neste momento enfrenta, podendo ainda acrescentar-se as agravantes que o relatório apresenta para esta parte de Lisboa, nomeadamente ao nível dos altos valores de analfabetismo existente, da exclusão social, das carências de agua potável, da falta de condições sanitárias nos fogos, do mau sistema de esgotos ou ainda da ausência do tecido empresarial na zona.
Por estes motivos, entende o Bloco de Esquerda de Marvila, que o Sr. Presidente da Junta de Freguesia, terá analisado bem o relatório, mas tirado conclusões precipitadas e preconceituosas, demonstrando alguma insensibilidade para com as dificuldades de uma parte dos moradores (339 pessoas com RMG em 38 mil) desta área, quando afirma que estes não querem trabalhar por “serem pobres de espírito”.

O Bloco de Esquerda Marvila – Lisboa