domingo, 2 de março de 2008

Sondagem U. Católica: PS e PSD em queda, Bloco duplica intenção de voto

A sondagem da Universidade Católica para a RTP/JN/Antena 1 dá ao PS o pior resultado dos últimos 12 meses, afastando-se da maioria absoluta. Na oposição, apenas o Bloco mostra tendência de crescimento, passando para os 8%, duplicando a intenção de voto registada em Outubro.

Quanto às figuras políticas com nota positiva em Fevereiro, só há duas: Cavaco e Louçã. O número de indecisos sobe bastante (14% para 21%) deste Outubro, e se lhe somarmos os que respondem que não votariam se as eleições fossem hoje e os que não responderam à sondagem, verificamos que metade do universo prefere não se pronunciar. O PS obtém 39%, o valor mais baixo desde Janeiro do ano passado. E a sondagem regista um facto inédito: em 1247 respostas obtidas pelo centro de sondagens, nem sequer uma avaliou o desempenho do governo como "muito bom". Dois terços dos inquiridos preferem o "mau" e o "muito mau" para classificar o governo Sócrates.

Mas quando a pergunta é sobre a alternativa ao governo, as fragilidades de Luís Filipe Menezes ficam evidentes. O PSD não consegue capitalizar o descontentamento e desce 3% desde Outubro, passando para os 32%. O líder do partido segue o mesmo caminho, caindo do segundo para o quarto lugar no ranking de popularidade dos líderes políticos.

O PCP manteve os 9% da sondagem anterior, e o CDS viu reduzir a intenção de voto a metade nos últimos meses (3%).

Belém!


A sua situação geográfica na cidade de Lisboa e a monumentalidade que encerra, fazem dela um ponto forte de grande interesse turístico. Mas também a qualidade da área residencial de eleição que comporta e porque está sentada na primeira linha da zona ribeirinha, faz dela a mais apetecida freguesia de Lisboa.

De palacetes centenários (históricos), a parques de estacionamento estratégicos, a ordenamentos locais estabelecidos, nada foge à gula de quem, com informação privilegiada, se adianta nesses locais catalisadores de estruturas de forte pendor económico.

A zona da Doca Pesca, em Pedrouços, como espaço a requalificar e o projecto "Centro de Investigação da Fundação Champalimaud" a instalar são o mel que atrai todos estes gulosos. É bom para a freguesia, quer para o seu desenvolvimento económico quer para a requalificação daquele espaço, quer ainda se se viesse a constituir como um pólo de trabalho para as gentes de Belém. O que não é bom são as cedências e a falta de controlo sobre as apetências selváticas dos nababos do betão, que só vêem em cada metro quadrado de espaço livre de construção num espaço a betonar, como, aliás, já o vêm fazendo em regime de roda livre, como atrás foi dito.

Toda esta panóplia de "facilitismos" tem uma origem que importa relevar para que sob capa da ingenuidade não se encubra a verdadeira razão que a originou - Dinheiro, ou melhor, a falta dele - Arranjar verbas para tapar o buraco financeiro da CML que as ruinosas administrações Santana /Carmona vieram, com o buraco do Marquês, acrescentar mais buraco ao buraco.

Eduardo Lopes

sábado, 1 de março de 2008

FERNADO NEGRÃO DE NOVO ARGUIDO

Segundo o Sol on-line, Fernando Negrão vai ser ouvido como arguido num crime de violação do segredo de Justiça. O pedido judicial de levantamento da imunidade parlamentar já deu entrada na Assembleia da República. Negrão para além de ser vereador na CML é também deputado.

Sá Fernandes exige esclarecimentos sobre obra ilegal junto à Embaixada da China

O vereador Sá Fernandes constatou que no logradouro do edifício da Embaixada da China, Rua de São Caetano, nº 2, junto ao Hotel da Lapa, está a ser construído, nos jardins do imóvel, uma obra aparentemente ilegal.

Não sendo visível junto a esta construção qualquer licença e confirmando-se a ilegalidade da mesma, o vereador defende que se deve intervir junto da Embaixada e das entidades competentes para que a obra seja embargada.

Entretanto, o vereador enviou uma carta ao IPPAR para que informe sobre a existência de algum parecer emitido sobre esta obra, aguardando-se os devidos esclarecimentos.
Veja aqui notícia do JN.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

BE de Marvila contra insensibilidade social do Presidente da JF

“Uma faixa significativa da população não quer trabalhar”, afirmou Belarmino Silva

Bloco de Esquerda em Marvila repudia insensibilidade social do Presidente da JF

O Bloco de Esquerda em Marvila, vem repudiar claramente as afirmações do Sr. Presidente da Junta de Marvila, Belarmino Silva, sobre a existência de uma “faixa significativa da população da freguesia que não quer trabalhar”, produzidas na passada terça-feira, a propósito da apresentação do I Relatório do Observatório de Luta Contra a Pobreza na Cidade de Lisboa.
O responsável da JF de Marvila disse à Agência Lusa que «pior do que a pobreza de dinheiro, é a do espírito», reconhecendo que uma faixa significativa da população da sua freguesia «não quer trabalhar». E acrescentou: «Recebem o rendimento mínimo e não querem fazer mais nada».
O Sr. Presidente da Junta de Freguesia de Marvila, ao analisar bem os dados do relatório que serviu de base a esta afirmação, constatará que a proporção percentual da população de Marvila abrangida pelo RMG (Rendimento Mínimo Garantido), enquadra-se perfeitamente na média das 53 freguesias.
Relativamente à taxa de subsídio de desemprego nesta Freguesia, vem o Bloco Esquerda lembrar que existe actualmente a obrigatoriedade de fazer prova quinzenal de procura efectiva de emprego, por parte do desempregado nas instalações do IEFP com o conhecimento das Juntas Freguesia.
Certamente as razões que levam à pobreza nesta freguesia e à dificuldade de encontrar emprego serão em tudo semelhantes às que todo o País neste momento enfrenta, podendo ainda acrescentar-se as agravantes que o relatório apresenta para esta parte de Lisboa, nomeadamente ao nível dos altos valores de analfabetismo existente, da exclusão social, das carências de agua potável, da falta de condições sanitárias nos fogos, do mau sistema de esgotos ou ainda da ausência do tecido empresarial na zona.
Por estes motivos, entende o Bloco de Esquerda de Marvila, que o Sr. Presidente da Junta de Freguesia, terá analisado bem o relatório, mas tirado conclusões precipitadas e preconceituosas, demonstrando alguma insensibilidade para com as dificuldades de uma parte dos moradores (339 pessoas com RMG em 38 mil) desta área, quando afirma que estes não querem trabalhar por “serem pobres de espírito”.

O Bloco de Esquerda Marvila – Lisboa

Direito ou...torto?


É público o resultado do “exercício” prático de abuso de poder no caso da rua António Enes, na freguesia de S. Sebastião da Pedreira. De um lado da rua está a pastelaria Nobreza e do outro destaca-se, pelas movimentações policiais, a embaixada de Israel.

Um muito bem urdido esquema de cumplicidades “secretas” entre a Câmara Municipal de Lisboa e a representação diplomática de Israel, permitiu estabelecer uma “obra” na citada rua, em frente à embaixada deste país. Os trabalhos foram rápidos! O Presidente da Junta de Freguesia, solicitou à Câmara o projecto da obra, ainda durante os trabalhos, sem que lhe permitissem ver tal documento obrigatório.

Quando ficou concluído todo o “projecto secreto”, o Presidente requereu acompanhar pessoalmente a brigada municipal que foi vistoriar a “obra” para dar por terminados os trabalhos, sendo impedido de acompanhar os funcionários da Câmara nesta diligência, com a argumentação de que era uma operação “secreta”(não esqueçamos que estamos a referir-nos a uma rua de Lisboa, em Portugal, não uma outra qualquer em Israel ou na Palestina).

O caso tem mais cumplicidades do que à primeira vista se poderia calcular(refira-se a censura da entrevista que o Presidente da Junta de Freguesia deu a um canal de TV, filmado no local, que nunca chegou a ir para o ar, informando do facto) senão vejamos até aonde vai este escândalo de “privatizar” um troço daquela rua.

Realizar obras na via pública, de forma a instalar no alcatrão uns paralelepípedos em betão (daqueles onde em muitos locais se suportam cancelas restritivas que sobem perante os que se autorizam a cruzar esse espaço), impedindo a pública circulação na via a automóveis e obrigando peões a fazer gincana. De frente, em vez da cancela, e de lado, foram colocados uns volumosos vasos cilíndricos que cercam e restringem toda a passagem.

Quanto aos automóveis, esses só à distância e num sentido único, do outro lado da via alcatroada. “Feita a instalação”, já lá vão alguns meses, aí se mantém para tranquilidade dos responsáveis pela segurança da embaixada e estranheza de todos os lisboetas. São vários os lugares de estacionamento que deixaram de existir, além da dificuldade em circular na zona, já que era uma via muito útil ao acesso automóvel, querà Av. Duque de Ávila, quer à rua Filipe Folque. Quem explica isto? Há direito?

F.F.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

PSD E PCP REJEITAM RECOMENDAÇÃO PARA INTEGRAÇÃO DOS AVENÇADOS DA CML


RECOMENDAÇÃO REJEITADA VOTADA PONTO POR PONTO na Sessão Ordinária da Assembleia Municipal de Lisboa realizada em 19 de Fevereiro de 2008.

RECOMENDAÇÃO

1 – Considerando todas as tomadas de posição deste Assembleia Municipal contra o despedimento de trabalhadores a recibo verde que configurem contratos de trabalho camuflados, e a intenção de estes serem integrados no quadro privativo de pessoal da Câmara Municipal de Lisboa;

2 – Considerando que estas mesmas posições foram consagradas pelas deliberações do executivo da CML quer no Plano de Saneamento Financeiro, quer no próprio Orçamento da CML para 2008;

3 – Considerando que o Executivo da CML procurou todas as formas legais de atingir este objectivo de corrigir estas situações de precariedade de trabalho existente na CML, nomeadamente socorrendo-se de pareceres de competentes professores universitários do direito de trabalho para fundamentar legalmente a integração destes trabalhadores;

4 – Considerando que o que urge nesta fase é um acordo de todas as partes envolvidas para a criação das comissões paritárias que analisarão cada caso de trabalhador para avaliar de forma objectiva se ele se enquadra ou não no caso de contrato de trabalho camuflado;

A Assembleia Municipal de Lisboa na sua reunião de 19 de Fevereiro de 2009, sob proposta do agrupamento político do Bloco de Esquerda, delibera:

1 – Recomendar a todas as partes envolvidas, Câmara, trabalhadores e seus sindicatos representativos, a maior urgência no inicio do processo de integração destes trabalhadores no quadro privativo da CML, nomeadamente através da constituição das comissões arbitrais, por forma a se dar finalmente início ao processo de integração destes trabalhadores criando-lhes maior estabilidade laboral;

2 – Renovar à Comissão Permanente de Património, Administração e Finanças desta Assembleia Municipal que prossiga todo o seu esforço de acompanhar em pormenor todo este processo até toda a integração dos trabalhadores a recibos verdes que camuflam verdadeiros contratos de trabalho.

Ponto 1 - REJEITADA
Votos Contra – PSD / PCP / PEV
Votos a Favor – PS/ BE
Abstenções - CDS-PP

Ponto 2 - REJEITADA
Votos Contra – PSD / PCP
Votos a Favor – PS / BE / PEV
Abstenções - CDS-PP