JÚDICE MUDA DE DISCURSO E CHAMA GAROTO A COSTA
José Miguel Júdice está claramente a mudar de trajectória política em relação a António Costa, de quem foi mandatário nas recentes eleições para a CML.
Em artigo no "Público" de ontem, com o título "Políticos ou garotos", o dono do maior escritório de advogados de Lisboa, que conta entre a sua vasta clientela os maiores construtores civis da praça, atirou-se que nem gato a bofe a tudo o que seja clarificação de decisões e de procedimentos administrativos que tenham levantado suspeitas.
A sindicância levada a cabo aos serviços de urbanismo da CML e que detectou ilegalidades, diversas irregularidades, falta de transparência e muitos procedimentos incorrectos, suscita uma duríssima crítica de Júdice, que a procura ridicularizar ao ponto de dizer que "Em Portugal nada parece ser explicável que não seja por corrupção, tráfico (e tráfego...) de influências e favorecimentos".
Esta sindicancia foi assumida pela CML como essencial para combater a promiscuidade entre público e privado no urbanismo, tendo dado origem a mudanças nos cargos dirigentes do urbanismo e a uma proposta de António Costa, aprovada por unanimidade, com várias medidas nessa área, nomeadamente a determinação de nulidade de decisões anteriores relativas a projectos urbanísticos. Agora, vão ser sujeitos a auditoria interna mais 70 projectos que suscitaram dúvidas aos vereadores.
“Se houve actos ilegais, temos que agir em conformidade. Se a senhora magistrada sindicante propõe a declaração de nulidade, nós levamos essa proposta a sério”, declarou então o presidente da CML à imprensa.
Pois foi precisamente contra esta questão tão cara a António Costa que Júdice se manifestou, indignado, no artigo do "Público".
Júdice ataca aquele que tem sido o eixo político mais visível de Costa à frente da CML e, não satisfeito, insinua (em título) que Costa não é um político, mas um garoto porque coloca em causa decisões anteriores da instituição.
É inevitavel considerar que o mandatário Júdice deixou de estar ao lado do presidente Costa.
[P]
Em artigo no "Público" de ontem, com o título "Políticos ou garotos", o dono do maior escritório de advogados de Lisboa, que conta entre a sua vasta clientela os maiores construtores civis da praça, atirou-se que nem gato a bofe a tudo o que seja clarificação de decisões e de procedimentos administrativos que tenham levantado suspeitas.
A sindicância levada a cabo aos serviços de urbanismo da CML e que detectou ilegalidades, diversas irregularidades, falta de transparência e muitos procedimentos incorrectos, suscita uma duríssima crítica de Júdice, que a procura ridicularizar ao ponto de dizer que "Em Portugal nada parece ser explicável que não seja por corrupção, tráfico (e tráfego...) de influências e favorecimentos".
Esta sindicancia foi assumida pela CML como essencial para combater a promiscuidade entre público e privado no urbanismo, tendo dado origem a mudanças nos cargos dirigentes do urbanismo e a uma proposta de António Costa, aprovada por unanimidade, com várias medidas nessa área, nomeadamente a determinação de nulidade de decisões anteriores relativas a projectos urbanísticos. Agora, vão ser sujeitos a auditoria interna mais 70 projectos que suscitaram dúvidas aos vereadores.
“Se houve actos ilegais, temos que agir em conformidade. Se a senhora magistrada sindicante propõe a declaração de nulidade, nós levamos essa proposta a sério”, declarou então o presidente da CML à imprensa.
Pois foi precisamente contra esta questão tão cara a António Costa que Júdice se manifestou, indignado, no artigo do "Público".
Júdice ataca aquele que tem sido o eixo político mais visível de Costa à frente da CML e, não satisfeito, insinua (em título) que Costa não é um político, mas um garoto porque coloca em causa decisões anteriores da instituição.
É inevitavel considerar que o mandatário Júdice deixou de estar ao lado do presidente Costa.
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