terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Ainda o Túnel... Não é verdade que a derrapagem nos custos se deva à providência cautelar


"A derrapagem era uma coisa já esperada. Era evidente que se tinha gasto mais do que se esperava ao início, uma vez que o projecto foi todo alterado e foi quase todo refeito. Não se podia fazer aquela obra como estava projectada de início", disse ontem, ao JN, José Sá Fernandes, vereador dos Espaços Verdes na Câmara de Lisboa, a propósito da decisão do Tribunal Arbitral (TA) que obriga a autarquia a indemnizar em quase 18 milhões de euros o consórcio construtor do Túnel do Marquês.

Também ao CM o vereador José Sá Fernandes, eleito pelo Bloco da Esquerda na Câmara de Lisboa, recusou ontem que os 17,8 milhões de euros definidos pelo Tribunal Arbitral de indemnização da autarquia ao consórcio construtor do Túnel do Marquês– liderado pela empresa Tâmega – resulte, em parte, da providência cautelar que interpôs em 2004 à obra. “Não tem nada a ver”, declarou, insistindo que “ já toda a gente sabia que a obra ia custar mais do que o adjudicado”.


De facto, calcula-se que cerca de 15 milhões no aumento dos custos se devam directamente à má qualidade do projecto inicial, elaborado em pouco tempo e com vários estudos por fazer. O projecto teve de ser reformulado, em grande medida por imposição do Tribunal Administrativo. Os problemas de concepção foram de tal modo graves que uma parte do túnel, o troço que passa por cima do metropolitano, aida não foi concluido.

Sá Fernandes considera «estranho» que Estoril-Sol fique proprietária do edifício


O Sol on-line refere que José Sá Fernandes considerou hoje «estranho» que a Estoril-Sol fique com o edifício do Casino de Lisboa no final da concessão, situação que «contraria todas as regras».

O advogado e vereador do Bloco de Esquerda na Câmara Municipal de Lisboa comentava a manchete de sábado do semanário Expresso, que noticiou que o ex-ministro do Turismo e actual deputado do CDS/PP, Telmo Correia, «permitiu à Estoril-Sol obter um verdadeiro "jackpot", conseguindo ficar com a propriedade do edifício do novo Casino de Lisboa».

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

O nosso Fado...



O fadista Carlos do Carmo, que ontem recebeu um prémio Goya para a melhor canção original, afirmou-se surpreso e feliz pela distinção da Academia Espanhola das Artes Cinematográficas. Soube pelo Arrastão...

Este prémio acaba por distinguir também o filme "Fados", encomendado por Santana Lopes num dos seus famosos impulsos que deram também origem a obras como o túnel do marquês ou ao (não) projecto de Frank Gerry para o Parque Mayer.

Foi um filme que terá custado largas centenas de milhares de euros à autarquia e que acabou por ser exebido meia-dúzia de vezes.

Espero sinceramente que este prémio chame de alguma forma a atenção das distribuidoras para esta obra. Também por razões financeiras... (se bem que também não me admirava que os nossos autarcas da altura, generosos como sabiam ser com os dinheiros públicos, tenham prescindido de quaisquer direitos sobre o filme)

[BA]

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Reabertura de S. Pedro de Alcântara marca início de nova fase na vida dos miradouros históricos da cidade

Ás 11h30 de amanhã, dia 1 de Fevereiro, serão reabertos ao público o miradouro e jardim de São Pedro de Alcântara, no Bairro Alto, após as obras de requalificação, que incluíram a reconversão dos pavimentos, zonas verdes, mobiliário urbano, iluminação pública e zonas de repouso, limpeza e valorização do lago e melhoramentos no acesso à parte inferior deste equipamento, no valor global de cerca de 1 milhão de euros.
Tal como o vereador do Ambiente, Espaços Verdes e Plano Verde, José Sá Fernandes prometeu em Setembro de 2007 – quando as obras de requalificação foram retomadas, após terem estado nove meses suspensas – o jardim e miradouro foi concluído, antes do prazo legal, que termina no final deste mês de Fevereiro.
José Sá Fernandes congratula-se com a devolução deste espaço a todos os lisboetas e visitantes, que durante mais de dois anos estiveram privados de uma das mais belas vistas sobre a cidade e de um espaço de lazer com características de excelência.

Amanhã, o vereador do Ambiente e Espaços Verdes irá anunciar a instalação de duas cafetarias no jardim e miradouro, equipamentos que visam trazer uma nova vivência e revitalização a este espaço.
O vereador aproveitará a ocasião para anunciar o início do lançamento dos concursos para a requalificação de vários miradouros históricos da cidade: Monte Agudo (Anjos), Penha de França, Alto do Parque Eduardo VII (São Sebastião da Pedreira), Boto Machado (São Vicente de Fora), Torel (São José), Stª. Luzia (São Miguel), Senhora do Monte (Graça) e Miradouro da Graça.
A abertura do miradouro e jardim de São Pedro de Alcântara ao público marca o fim de uma época de abandono dos miradouros históricos da cidade, e o início de uma nova vida para estes equipamentos tão importantes para a cidade.
A CML convida os lisboetas a estarem presentes amanhã, na cerimónia de reabertura do miradouro e jardim e a usufruírem de todas as potencialidades deste espaço renovado da cidade.

[CO]

FINALMENTE APROVADO MEMORIAL ÀS VÍTIMAS DA INTOLERÂNCIA




A Câmara Municipal de Lisboa, na reunião de ontem, aprovou por unanimidade a instalação de um memorial a todas as vítimas da intolerância, assinalando o terrível massacre dos judeus na cidade de Lisboa, em 1506.

O memorial ficará localizado no Largo de S. Domingos, onde há cerca de 500 anos teve início o progrom de Lisboa, durante o reinado de D. Manuel I. No seguimento deste massacre, do clima de crescente anti-semitismo e do estabelecimento da Inquisição (o tribunal da Inquisição entrou em funcionamento em 1540 e perdurou até 1821), muitas famílias judaicas tiveram de fugir do país. A intolerância e o obscurantismo terão estado na origem do atraso que os povos ibéricos sofreram nos últimos séculos.

O memorial será inaugurado no próximo dia 19 de Abril e constituirá um sinal afirmativo de Lisboa como cidade cosmopolita, multiétnica e multicultural.

[P]

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

É uma evidência

Analistas imobiliários contactados pelo EXPRESSO, garantem que Sá Fernandes sempre teve razão na contestação desta permuta.

João Charters da, Iber Estates: «Independentemente da área de construção a autorizar no local, a verdade é que cada metro quadrado vale entre 1600 e 1750 euros, ou seja, muito acima dos 1000 euros negociados com a Bragaparques».



Almeida Guerra, da Rock Building: «O Vereador Sá Fernandes tem toda a razão em contestar o negócio pois a câmara de Lisboa ficou claramente a perder com esta venda»


[BA]

sábado, 26 de janeiro de 2008

Mudanças em Lisboa: CML aprovou defesa da nulidade do negócio do Parque Mayer

Take da Lusa:

A Câmara aprovou hoje a proposta de António Costa para a autarquia passar a defender em tribunal a nulidade da permuta dos terrenos da Feira Popular com o Parque Mayer.

A proposta foi aprovada em reunião extraordinária do executivo municipal com os votos favoráveis dos vereadores do PS, movimento Cidadãos por Lisboa, PCP e Bloco de Esquerda, e os votos contra do "movimento Lisboa com Carmona" e do PSD.

O Bloco de Esquerda, através de Pedro Soares, considerou a proposta uma "lufada de ar fresco no urbanismo bafiento que foi praticado em Lisboa nos últimos anos".

"Por mais que não fosse, vale por isto ter havido eleições intercalares em Lisboa", afirmou. Para o vereador bloquista, a aprovação desta proposta "é o início de uma grande luta para que Lisboa tenha um bom urbanismo, que tenha em conta o interesse público e não ande a reboque dos interesses de certos promotores privados".

Leia o comunicado completo aqui.