sexta-feira, 30 de novembro de 2007

PURO BOTA-ABAIXISMO

"Quais foram afinal os argumentos para votar contra?" Perguntei eu a uma jornalista que se podia ter apercebido de alguma coisa que me tivesse escapado. "Nenhuns. Puro bota-abaixismo", respondeu ela.
O PSD não se importa de sacrificar a cidade para tentar retirar alguns dividendos políticos. O problema para o PSD é que isso está demasiado claro para toda a gente.


Veja no portal Esquerda o artigo "Política de Terra Queimada", de Bernardino Aranda.

PSD TENTA CONVENCER PRESIDENTES DE JUNTA

O JN/Gina Pereira refere que Menezes reuniu com os presidentes de Junta do PSD. Parece que anda a apagar fogos. Escreve o JN:

"O PSD fez ontem depender a viabilização do empréstimo - destinado a pagar a fornecedores e a consolidar a dívida do município - de uma "negociação". No entanto, até ontem António Costa não mostrou estar disposto a ceder nas suas pretensões. Admitiu mesmo demitir-se, caso o empréstimo seja chumbado.

O assunto foi, ao final da tarde de ontem, motivo de uma reunião convocada pelo líder do PSD, Luís Filipe Menezes, com os 33 presidentes de juntas de freguesia eleitos pelo PSD e os nove presidentes de secção, na sede do partido. Desconhece-se a posição do líder do PSD e se foi dada alguma orientação de voto aos deputados. Contudo, em entrevista à Antena 1 - a emitir amanhã -, Santana Lopes, ex-presidente da Câmara e líder da bancada do PSD na Assembleia da República, mostrou-se confiante de que "o bom senso vai prevalecer".

A coisa está difícil para os lados do presidente dos laranjinhas. Dois meses depois de ter sido eleito, está confrontado com a opinião generalizada de que a sua posição é irresponsável. Para quem almeja ser 1º ministro, não é bom começo...

[P]

Gente estúpida

Recebemos há dias queixa de um munícipe: Alguém tinha colado um papel por cima da placa da Praça do Chile. Um papel que dizia "Praça Augusto Pinochet".

Este foi dos actos de vandalismo mais indignos que a nossa cidade tem recebido. Felizmente, a Câmara tratou do assunto com eficiência.

Nunca é demais relembrar que Pinochet e a sua gente foram os protagonistas das páginas mais negras da história da humanidade, com assassinatos e toroturas com requintes de sadismo inimagináveis. Hoje pode ter-se uma ideia relativamente aproximada do que tudo isto foi, graças ao processo de democratização do Chile.




Descobri hoje que essa acção foi promovida por gente ligada ao blog de direita 31 da armada.

Os idiotas colocam no blog um vídeo com a “proeza”.

É curioso que na sua mudança de toponímia pela cidade, para além de darem largas aos seus laivos fascistas e racistas, tenham dado o nome “Pedro Santana Lopes” a um largo.

O homem pode ser culpado por muita coisa. Ainda agora se está a falar de como as dívidas a fornecedores da Câmara cresceram 875% desde 2001. Mas darem-lhe as mesmas honras que deram a Pinochet, parece-me um exagero injusto para o ex-Presidente da Câmara.

[BA]

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

PSD é responsável por nova situação de instabilidade na CML


A CML aprovou ontem a contracção de um empréstimo à banca de 500 milhões de euros, que se destina ao pagamento das dívidas a fornecedores, com os votos contra do PSD, a abstenção do Movimento Lisboa com Carmona e os votos favoráveis das restantes forças políticas representadas na CML.

O voto contra do PSD, e as declarações hoje vindas a público, por parte de alguns responsáveis autárquicos sociais-democratas indiciam qual será o sentido de voto dos deputados municipais, na próxima terça-feira, na sessão da Assembleia Municipal.

A verificar-se, o "chumbo" do empréstimo por parte do PSD, com maioria absoluta na AML, irá desencadear uma situação de grave crise política da CML cuja responsabilidade só poderá ser imputada ao próprio PSD que nos últimos anos, no governo da autarquia, foi o responsável pelo agravamento da situação financeira do município e pela degradação da imagem pública da autarquia.

O anterior Executivo do PSD conduziu a autarquia a uma situação caracterizada pela falta de pagamento aos pequenos e médios fornecedores, pelo cancelamento de projectos de âmbito social, paralisação de várias obras, e até à eminência de atrasos no pagamento dos vencimentos dos próprios funcionários da autarquia.

O actual Executivo já deu resposta à situação calamitosa em que encontrou a CML, através da aprovação do Plano de Saneamento Financeiro, na Câmara e na AML, com a abstenção do PSD, que tem como medidas fundamentais a celebração do empréstimo com a banca, e a intenção de integração dos trabalhadores a "recibo verde", que prefigurem contratos de trabalho».

A concretização do Plano está pois condicionada ao pedido de empréstimo à banca, que mereceu agora a luz verde de toda a esquerda, e a oposição do PSD, numa posição de irresponsabilidade perante a urgência no cumprimento das obrigações da autarquia.

Com este chumbo o PSD volta novamente, em menos de seis meses, a estar no foco da instabilidade política da CML. Luís Filipe Menezes não pode deixar de ser responsabilizado por esta situação, tal como, no passado, impôs a Marques Mendes que o fizesse.

Esta posição revela calculismo e incoerência política, na medida em que o actual líder do PSD na CML, ainda em campanha, admitia publicamente, à comunicação social, como solução para a crise financeira, a contracção de um empréstimo, nos mesmos moldes do agora proposto.

"Tem de se consolidar as contas da CML através de um empréstimo de médio e longo prazo que não deverá exceder os 20 anos", afirmou Fernando Negrão, num almoço com empresários, a 6 de Junho deste ano, citado pela Agência Lusa, e que teve eco também nos jornais "Semanário", "24 Horas" e "Diário de Notícias", de 7 de Junho do corrente. Nessa ocasião o então candidato social-democrata à CML foi ainda mais longe ao classificar como "uma medida óbvia" a contracção de "um empréstimo a médio prazo", para solucionar a questão da dívida da câmara os fornecedores.

Agora o PSD mudou de posição e não apresenta qualquer solução para o problema. Ontem mesmo, na discussão da proposta na CML o vereador Salter Cid não soube explicar porque é que o PSD não apresenta qualquer alternativa ao empréstimo.

O vereador José Sá Fernandes não pode deixar de exigir que o PSD reconheça a urgência na aprovação deste empréstimo, e que na próxima terça-feira, na sessão da AML, tenha em consideração, em primeiro plano, os interesses da cidade.

O Gabinete do Vereador José Sá Fernandes
29 de Novembro de 2007


Afirmações de Fernando Negrão, líder PSD na CML, sobre a situação financeira da autarquia:

A situação de ruptura que a CML atravessa, centrada sobretudo na dívida a curto prazo, exige que "a gestão da autarquia nos próximos dois anos esteja assente na tomada de decisões urgentes e de execução rápida por forma a resolver os problemas de tesouraria".
Fernando Negrão, Jornal Expresso, edição 23/06/07

O problema financeiro de Lisboa "é de tesouraria", diz o candidato que, tal como Costa, defende o recurso a um empréstimo. O resto da solução passa pela redução da despesa corrente, que será conseguida com a "reorganização dos serviços, a racionalização de recursos, a selecção do tipo de investimentos a realizar e o aumento da informação financeira dos serviços".
Fernando Negrão, Jornal Sol, edição 09/06/07

O cabeça de lista do PSD as eleições intercalares de Lisboa propôs hoje que a autarquia contraia um empréstimo de médio e longo prazo, corte nas despesas correntes e reorganize serviços para resolver a situação financeira do município. "Tem de se consolidar as contas da Câmara de Lisboa através de um empréstimo de médio e longo prazo que não deverá exceder os 20 anos", afirmou Fernando Negrão, num almoço com empresários das câmaras de comércio Luso-Francesa, Luso-Alemã, Luso-Britânica e Portugal-Holanda.
O candidato social-democrata à presidência da Câmara da capital sublinhou que "a medida óbvia de contrair um empréstimo a médio prazo será obviamente acompanhada de medidas de corte na despesa corrente e reorganização dos serviços".
Fernando Negrão,"Take" Agência Lusa, 06/06/07, e edições do Diário de Notícias, 24 Horas e Semanário de 07/06/07

NOVA CRISE EM LISBOA?

Mais uma vez, o PSD está no epicentro da instabilidade na Câmara Municipal de Lisboa. Toda a esquerda se uniu em defesa do empréstimo previsto no Programa de Saneamento Financeiro. O PSD de Luís Filipe Menezes aposta na política de terra queimada.

Veja as notícias mais recentes sobre o possível chumbo pelo PSD, na Assembleia Municipal, do pedido de empréstimo da CML à banca:

TSF
LUSA
Público
Sol

Plataforma por Monsanto aplaude decisão de retirar campo de tiro do Parque Florestal

A Plataforma por Monsanto emitiu um comunicado de apoio à decisão da retirada do Campo de Tiro do Parque Florestal de Monsanto:
A retirada definitiva do campo de tiro do Parque Florestal de Monsanto tem sido um objectivo das organizações e movimentos de cidadãos que constituem a Plataforma por Monsanto e que tem por objectivo primeiro a defesa deste Parque Florestal. Tem sido também, ao longo dos anos, o objectivo dos técnicos que nele trabalham e sobretudo das pessoas que frequentam aquele parque da cidade de Lisboa. Tem sido uma causa que tem mobilizado de forma espontânea a opinião pública que sempre se tem demonstrado, na sua esmagadora maioria, contra a presença daquele equipamento naquele local devido aos efeitos altamente nocivos que provoca.

Neste âmbito a Plataforma por Monsanto saúda inequivocamente esta decisão politica da CML, nas pessoas do Sr. Presidente, Dr. António Costa e do Sr. Vereador dos espaços verdes, Dr. José Sá Fernandes, baseada em argumentos extremamente importantes como sejam:

A defesa da segurança de pessoas e bens;
A defesa e preservação da natureza não permitindo a continuação da contaminação de solos e a presença constante de ruído insuportável
Defesa do PDM não permitindo a sua violação com a construção de um muro de 600 metros de comprimento que provocaria danos gravíssimos numa zona de protecção especial.

A prática de tiro a chumbo em Monsanto teve ao longo dos anos consequências ambientais graves para as quais urge, agora, encontrar as melhores soluções para atenuar e reconverter aquele espaço para que possa ser usufruído por todos os cidadãos que o pretendam fazer.

A Plataforma por Monsanto considera também que esta decisão, tantas vezes adiada por falta de coragem politica, vem dar um enorme alento aos movimentos de cidadãos que, com as suas acções, têm contribuído de forma significativa e indispensável para a defesa do bem público e da qualidade de vida na cidade de Lisboa.

A plataforma por Monsanto apela ás outras forças representadas na CML e ao Clube Português de tiro a chumbo para que respeitem esta decisão camarária pois ela vai de encontro às expectativas da maioria dos Lisboetas.

A Plataforma por Monsanto

Lisboa, 28 de Novembro de 2007

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

PSD PÕE EM CAUSA PAGAMENTO DE DÍVIDA A FORNECEDORES


Apesar da CML ter aprovado hoje, com os votos contra do PSD, a contratação de um empréstimo à banca no valor de 500 milhões de euros, para pagamento da dívida a fornecedores, o facto é que esta proposta deverá ser chumbada na Assembleia Municipal, na próxima 3ª feira, onde o PSD tem maioria absoluta.

O executivo anterior acumulou situações de falta de pagamento a fornecedores, várias obras na cidade ficaram paralizadas, muitos fornecedores entraram em crise e exigem elevados juros de mora, enquanto outros colocaram processos em tribunal com direito a avultadas indemnizações. Chegou-se a temer pelo pagamento dos salários aos trabalhadores do município. A situação tornou-se caótica e só mediante um programa de saneamento financeiro, cuja medida central seria um pedido de empréstimo à banca, é que se torna possível enfrentar o problema.

Caso se concretize na Assembleia Municipal a provável rejeição do empréstimo, a Câmara entrará numa grave crise política.




[P]