"Viver na Alta de Lisboa" relata reunião com gabinete de Sá Fernandes
"Viver na Alta de Lisboa" relata uma reunião entre membros desse blog e o gabinete do vereador José Sá Fernandes, sobre problemas dos espaços verdes naquela área da cidade.
"Viver na Alta de Lisboa" relata uma reunião entre membros desse blog e o gabinete do vereador José Sá Fernandes, sobre problemas dos espaços verdes naquela área da cidade.



A santa coligação PSD - PCP em Lisboa (réplica de outras por esse país fora)deu nas vistas na sessão pública do Orçamento Participativo (OP) realizada ontem, no cinema S. Jorge, dedicada aos presidentes de juntas de freguesia e colectividades da cidade.
No dia anterior, o novo presidente da distrital de Lisboa do PSD tinha reunido com os seus presidentes de junta para definirem a linha de ataque ao OP. O PCP secundou-os. Principal argumento: este OP não cumpria as regras (?).
Era ver os abraços, as palmas e os cumprimentos efusivos entre militantes do PSD e do PCP, em plena sala, sempre que produziam intervenções contra este arranque de uma prática de OP em Lisboa.
Que centenas de cidadãos intervenientes na cidade tenham tido, pela primeira vez, contacto com as contas do município, ainda antes de irem a reunião de Câmara, não lhes interessa nada. A única coisa que para eles conta é a baixa manobra partidária.
Sabemos que transparência e participação nunca foram o forte desses senhores. Mas têm de ter paciência, o OP vai aperfeiçoar-se e prosseguir já para o próximo ano.
(Leia o artigo de Bernardino Aranda sobre o OP em Lisboa, publicado no portal Esquerda.)
[P]
Na sequência do envio de cartas de rescisão de contratos a cerca de 125 trabalhadores da CML que se encontram a "recibo verde", o Vereador José Sá Fernandes solicitou imediatamente ao Vereador das Finanças, que fossem dados a conhecer os critérios que estiveram na base destas decisões, com a máxima urgência, defendendo que esta clarificação é absolutamente essencial.
O Vereador considera que cada contrato em regime de avença deverá ser avaliado caso a caso, sendo fundamental haver rigor e critérios transparentes na análise de todos os casos de rescisões.
Nos últimos dias o gabinete do Vereador José Sá Fernandes teve conhecimento de casos de rescisões com trabalhadores que, tudo leva a crer, não se enquadram na situação de "avenças", mas sim de situações que configuram verdadeiros contratos de trabalho. Ao que o gabinete apurou, existirão, assim, entre as rescisões já efectuadas, situações de pessoas com largos anos de permanência ao serviço da CML, cumprindo ordens de chefia, e com horário de trabalho determinado, situações que exigem uma reanálise por parte da CML.
A posição sempre defendida pelo Vereador José Sá Fernandes, foi a de que, não devem ser os trabalhadores da autarquia a pagar pela situação de grande dificuldade financeira que a CML atravessa, pelo que o processo já em curso deverá ser reavaliado.
Recorde-se que, por proposta do Bloco de Esquerda, foi introduzido no texto do Plano do Saneamento Financeiros da CML, que a redução prevista de 30% do valor das avenças, não resultará de qualquer despedimento de trabalhadores precários, ficando expressa a «intenção de integrar no quadro da Câmara, em diálogo com os Sindicatos, todos os contratos de avença que prefigurem contratos de trabalho».
O Vereador José Sá Fernandes exige que seja respeitado integralmente o Programa de Saneamento Financeiro da CML, começando desde logo por se assegurarem os direitos dos trabalhadores.
É fundamental que fique garantido o princípio de que todos os trabalhadores a 'recibo verde' que configurem verdadeiros contratos de trabalho devem vir a ser integrados nos quadros da CML. Este é um compromisso já assumido pela CML que não pode ser subvertido pelo envio de cartas de rescisão, sem critérios conhecidos.
Por tudo isso, o Vereador José Sá Fernandes defende que é urgente que se clarifiquem os critérios da gestão do pessoal avençado.
O Gabinete do Vereador José Sá Fernandes
12 de Novembro de 2007
«Fazer cidade é escolher como olhamos e agimos para reverter relações de poder, para dar voz aos excluídos, para mudar a vida dos mais carenciados.»