quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Parque da Bela Vista estará finalmente ligado à cidade

(Parque da Bela Vista)
A Câmara Municipal de Lisboa irá negociar com o Ministério da Saúde a instalação do novo Instituto Português de Oncologia, em terrenos que a autarquia irá ceder, em Marvila, de acordo com a proposta aprovada ontem, na sessão da CML, com os votos favoráveis do PS, BE e PSD.

O Vereador José Sá Fernandes, que desde sempre defendeu a manutenção do IPO no concelho de Lisboa, não pode deixar de se congratular com a aprovação desta proposta e com a solução encontrada para a localização deste equipamento fundamental para a cidade.

O terreno em causa, situa-se em Marvila e ocupará uma área total de 12,5 hectares. A área prevista de construção será de cerca de 29 mil metros quadrados, sendo que grande parte desta área se encontra fora dos limites geográficos do parque denominado Bela Vista Sul, nomeadamente na zona do cabeço confinante, sendo que se prevê, no entanto, o aproveitamento do casario existente no parque, para instalação do centro de investigação do novo IPO (edifícios degradados da chamada Quinta do Pombeiro).

Assim, ao contrário do que tem sido afirmado, a instalação do IPO neste local, não compromete o Parque da Bela Vista, ainda para mais porque existirá uma expansão dos seus terrenos, no sentido da cidade já consolidada, na área das Olaias e do Areeiro, para onde estava aprovado um inacreditável loteamento no Vale Vistoso e previsto um viaduto de 4 faixas por cima do parque.

Refira-se também que não existe qualquer ameaça em termos de conforto bioclimático, uma vez que o equipamento irá localizar-se sobre uma área de sistema seco/cabeço fora do Parque, beneficiando de ausência de humidade do solo e excelentes condições de exposição solar, adequadas a um equipamento desta natureza.

É certo que o pólo hospitalar integrará como área zona verde (entre o cabeço e o casario) uma área de cerca de 4 hectares do Parque da Bela Vista Sul, mas será garantido que esta área será de circulação colectiva e acesso livre pelo menos até às 24 horas.

Por outro lado, os limites do parque serão re-alinhados, mantendo as áreas de encosta e de vale encaixado em redor disponíveis para receber a sua expansão, nomeadamente o Vale da Montanha que permitirá uma ligação verde contínua entre o Areeiro, Av. Gago Coutinho e Av. Dos Estados Unidos da América com o Parque da Bela Vista.

A estruturação destas novas áreas assenta em percursos exclusivamente pedonais e cicláveis, partindo das Olaias, Casal Vistoso e Areeiro / Av. Gago Coutinho, ligando-se assim, pela primeira vez, a cidade ao Parque da Bela Vista, actualmente sem facilidades de acesso, o que tem contribuído para lhe retirar visitantes e para a sua desertificação.
Uma das ligações fundamentais efectuar-se-á através de um passadiço pedonal e ciclável sobre o Vale da Montanha, numa extensão de aproximadamente de 170m.

Com a instalação do novo equipamento garante-se assim uma maior utilização e revitalização do Parque da Bela Vista e a sua expansão, e a permanência de um equipamento essencial na cidade principalmente numa zona (Chelas) que precisa de ser revitalizada e tem que deixar de ser guetizada.

O Gabinete do Vereador José Sá Fernandes

CML vai contestar junto do Governo construção de edifício do Terminal de Cruzeiros de Alfama



O vereador José Sá Fernandes apresentou na sessão da CML de ontem, 26 de Setembro, uma moção para que a autarquia conteste junto do Governo e da Administração do Porto de Lisboa a construção do edifício projectado para a zona entre o Cais de Santa Apolónia e a Doca da Marinha e o respectivo "muro", que integram o complexo do Terminal de Cruzeiros previsto para esta zona.

Com esta moção, aprovada por todas as forças políticas e que contou apenas com as abstenções do PSD, a CML assume pela primeira vez uma posição clara no sentido de rejeitar a construção deste edifício.

A Câmara Municipal de Lisboa exigirá também, de acordo com o texto aprovado, ser envolvida na discussão e aprovação de qualquer projecto para a zona em causa, bem como para toda a frente ribeirinha.

O projecto elaborado para a zona prevê a construção de um edifício entre o Cais de Santa Apolónia e a Doca da Marinha, propondo-se, para o novo terminal de passageiros, a construção de um " muro" de 600 metros de extensão e oito de altura na zona, obra que o vereador sempre criticou, pelo seu impacto visual, por representar um obstáculo no acesso e fruição desta zona e atentar contra o sistema de vistas de e para o Tejo.

No entanto, a consignação da primeira fase da obra foi anunciada em Abril do presente ano, sem que a Câmara Municipal de Lisboa jamais se tivesse pronunciado sobre o projecto em causa, o que apenas será feito agora, através do texto aprovado.

O PSD considerou que esta medida é avulsa, só mostrando disponibilidade para avaliar o plano para a frente ribeirinha no seu conjunto, por isso absteve-se na votação desta moção.

O vereador José Sá Fernandes considera que é necessário acautelar desde já a posição da CML face a esta zona em concreto, e à construção do referido edifício, não obstante toda a discussão que é necessário promover sobre a reabilitação da frente ribeirinha da cidade.

Refira-se ainda que, dado o Movimento "Lisboa com Carmona" ter apresentado uma moção sobre o mesmo assunto nesta sessão da CML, ficou decidido integrar a parte deliberativa dessa moção no texto do vereador José Sá Fernandes.

Desse modo a CML deverá ainda "expressar o profundo desagrado e indignação pelo facto de estar a ser feito um projecto desta envergadura e impacto sem que o município tenda sido ouvido" e também "pela forma de diálogo que a APL tem estabelecido com a CML" (Parte deliberativa da moção do Movimento "Lisboa com Carmona", integrada na moção do Vereador José Sá Fernandes).

Hoje o vereador José Sá Fernandes participará no debate "Construção de um terminal de cruzeiros em Alfama?", promovido pela Associação do Património e da População de Alfama e Forúm Cidadania Lx, no ISPA, pelas 21h. (Veja mais informaçao aqui)

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Moção sobre a construção do Terminal de Cruzeiros na zona de Alfama

O Vereador eleito pelo BE propõe hoje que a CML conteste junto do Governo e da Administração do Porto de Lisboa a construção do edifício projectado para a zona entre o Cais de Santa Apolónia e a Doca da Marinha e o respectivo “muro”.

José Sá Fernandes propõe ainda que o executivo decida exigir ao Governo que a Câmara Municipal de Lisboa seja parte na discussão e aprovação de qualquer projecto para a zona em causa, bem como para toda a frente ribeirinha.

O projecto em causa assume o levantamento de mais edifícios na frente ribeirinha, facto que atenta contra o sistema de vistas de e para o Tejo. Ora, o acesso e fruição da frente ribeirinha por parte dos lisboetas e visitantes é fundamental para a qualidade de vida urbana, direito inalianável dos cidadãos e cidadãs.

Assiste aqui ao debate desta moção, hoje, na sessão pública da CML, às 15h.

[AS]

terça-feira, 25 de setembro de 2007

José Sá Fernandes em Conferência Internacional

O Vereador do Ambiente e Espaços Verdes da CML interveio na sessão de encerramento da Conferência Internacional das Jornadas das Alterações do Clima, organizada pelo Bloco de Esquerda neste sábado passado.

Sá Fernandes falou sobre os problemas ambientais da cidade e do Tejo e explicou a importância ecológica, mas também social e económica da criação e implementação do chamado "Plano Verde".

Explanou também as principais dificuldades com que se está a deparar nesta primeira fase de estudo do Plano, nomeadamente, a existência já, dealgumas construções e projectos de de construção, em terrenos por onde deveriam passar os corredores verdes. Procurou assim deixar claro, que a criação de uma estrutura ecológica contínua na cidade, não seria uma tarefa fácil.

[BA]

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Salas de injecção assistida em Lisboa aprovadas há quase um ano

Em pleno século XXI, Portugal regista, entre os toxicodependentes de drogas injectáveis, as taxas mais altas da Europa de incidência e prevalência dos vírus de HIV e das hepatites. Em 2005, o número de óbitos aumentou mais de 40%, dos quais 58% são suspeita de overdose, quebrando a tendência decrescente iniciada em 2000.

Lisboa é o espelho desta realidade. O desinvestimento a que assistimos desde a reabilitação do Casal Ventoso transformou alguns bairros da cidade num espectáculo de insalubridade, insegurança e degradação do espaço urbano. As proporções do fracasso das políticas sociais na área da toxicodependência no município lisboeta atingem níveis gritantes.

Em entrevista ao Público, o Presidente do Instituto da Droga e da Toxicodependência, João Goulão, afirmou que a abertura das primeiras salas de injecção assistida (SIA) na cidade de Lisboa esteve prevista para o segundo trimestre de 2007, poucos meses após a aprovação da proposta do BE em reunião de Câmara (em apenas um ano, o BE apresentou três propostas para a sua criação na cidade).

Se a queda do executivo de Carmona Rodrigues pode explicar o adiamento da implementação desta medida de minimização de danos, outros impasses serão já de difícil justificação.

A criação, como experiência-piloto, destas importantes estruturas, ultrapassado o debate sobre se deverão ser fixas ou não, depende exclusivamente da vontade política do actual executivo da CML.

Saliente-se que foi somente após uma alteração legislativa do actual Governo que as autarquias passaram a ter a possibilidade de implementar esta polémica medida, sucessivamente adiada desde o seu enquadramento legal, no já longínquo ano de 1999.

É conhecida a posição favorável de António Costa face a estas salas, pelo que urge a determinação de uma data específica para que o programa piloto avance efectivamente na cidade e que finalmente uma mudança qualitativa no tratamento da toxicodependência e no combate às verdadeiras salas de injecção a céu aberto se inicie.

[AS]

domingo, 23 de setembro de 2007

"A CIDADE ESTÁ OBESA E DEIXOU DE TER OS PULMÕES DESCONCENTRADOS"

"Hoje, como foi sempre, a cidade depende da agricultura envolvente"

Da entrevista a Gonçalo Ribeiro Telles, na edição de hoje do Jornal de Notícias, deixo-vos aqui apenas um pequeno excerto, esperando despertar a curiosidade e o debate por uma cidade sustentável.

Como observa o crescimento das grandes cidades do litoral nos últimos anos?

Gonçalo Ribeiro Telles: A cidade está obesa. E como está obesa deixou de ter aqueles corredores e interstícios que eram os pulmões da cidade. Porque, ao contrário daquilo que se supõe, os pulmões das cidades não estão concentrados. A respiração da cidade tem que funcionar em todo o espaço urbano. Por isso, hoje, como foi sempre, a cidade depende da agricultura envolvente.

Qual deve ser a grande prioridade para trazer alguma ordem a um território desordenado?
Travar toda esta fúria construtiva de betão e de asfalto e recuperar aquilo que está na lei.

Conhece aqui a entrevista completa.

[AS]

sábado, 22 de setembro de 2007

Talvez seja apenas o princípio...

Este sábado, os "ciclistas" lisboetas acordam com uma boa notícia! A partir de hoje, já é possível transportar as bicicletas, sem qualquer custo adicional, nos autocarros da Carris.


Assim, a prática de cicloturismo no Parque das Nações e em Monsanto está facilitada, pois os 15 Bike Bus são os que ligam o Martim Moniz à antiga Expo (carreira 708) e o Desterro a Algés, com passagem por Monsanto (723).

Para já, são somente duas as carreiras contempladas e o usufruto desta facilidade apenas confinado aos fins-de-semana e feriados. Porém, talvez seja apenas o princípio de uma aposta na promoção da utilização da bicicleta na cidade...

[AS]