terça-feira, 25 de setembro de 2007

José Sá Fernandes em Conferência Internacional

O Vereador do Ambiente e Espaços Verdes da CML interveio na sessão de encerramento da Conferência Internacional das Jornadas das Alterações do Clima, organizada pelo Bloco de Esquerda neste sábado passado.

Sá Fernandes falou sobre os problemas ambientais da cidade e do Tejo e explicou a importância ecológica, mas também social e económica da criação e implementação do chamado "Plano Verde".

Explanou também as principais dificuldades com que se está a deparar nesta primeira fase de estudo do Plano, nomeadamente, a existência já, dealgumas construções e projectos de de construção, em terrenos por onde deveriam passar os corredores verdes. Procurou assim deixar claro, que a criação de uma estrutura ecológica contínua na cidade, não seria uma tarefa fácil.

[BA]

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Salas de injecção assistida em Lisboa aprovadas há quase um ano

Em pleno século XXI, Portugal regista, entre os toxicodependentes de drogas injectáveis, as taxas mais altas da Europa de incidência e prevalência dos vírus de HIV e das hepatites. Em 2005, o número de óbitos aumentou mais de 40%, dos quais 58% são suspeita de overdose, quebrando a tendência decrescente iniciada em 2000.

Lisboa é o espelho desta realidade. O desinvestimento a que assistimos desde a reabilitação do Casal Ventoso transformou alguns bairros da cidade num espectáculo de insalubridade, insegurança e degradação do espaço urbano. As proporções do fracasso das políticas sociais na área da toxicodependência no município lisboeta atingem níveis gritantes.

Em entrevista ao Público, o Presidente do Instituto da Droga e da Toxicodependência, João Goulão, afirmou que a abertura das primeiras salas de injecção assistida (SIA) na cidade de Lisboa esteve prevista para o segundo trimestre de 2007, poucos meses após a aprovação da proposta do BE em reunião de Câmara (em apenas um ano, o BE apresentou três propostas para a sua criação na cidade).

Se a queda do executivo de Carmona Rodrigues pode explicar o adiamento da implementação desta medida de minimização de danos, outros impasses serão já de difícil justificação.

A criação, como experiência-piloto, destas importantes estruturas, ultrapassado o debate sobre se deverão ser fixas ou não, depende exclusivamente da vontade política do actual executivo da CML.

Saliente-se que foi somente após uma alteração legislativa do actual Governo que as autarquias passaram a ter a possibilidade de implementar esta polémica medida, sucessivamente adiada desde o seu enquadramento legal, no já longínquo ano de 1999.

É conhecida a posição favorável de António Costa face a estas salas, pelo que urge a determinação de uma data específica para que o programa piloto avance efectivamente na cidade e que finalmente uma mudança qualitativa no tratamento da toxicodependência e no combate às verdadeiras salas de injecção a céu aberto se inicie.

[AS]

domingo, 23 de setembro de 2007

"A CIDADE ESTÁ OBESA E DEIXOU DE TER OS PULMÕES DESCONCENTRADOS"

"Hoje, como foi sempre, a cidade depende da agricultura envolvente"

Da entrevista a Gonçalo Ribeiro Telles, na edição de hoje do Jornal de Notícias, deixo-vos aqui apenas um pequeno excerto, esperando despertar a curiosidade e o debate por uma cidade sustentável.

Como observa o crescimento das grandes cidades do litoral nos últimos anos?

Gonçalo Ribeiro Telles: A cidade está obesa. E como está obesa deixou de ter aqueles corredores e interstícios que eram os pulmões da cidade. Porque, ao contrário daquilo que se supõe, os pulmões das cidades não estão concentrados. A respiração da cidade tem que funcionar em todo o espaço urbano. Por isso, hoje, como foi sempre, a cidade depende da agricultura envolvente.

Qual deve ser a grande prioridade para trazer alguma ordem a um território desordenado?
Travar toda esta fúria construtiva de betão e de asfalto e recuperar aquilo que está na lei.

Conhece aqui a entrevista completa.

[AS]

sábado, 22 de setembro de 2007

Talvez seja apenas o princípio...

Este sábado, os "ciclistas" lisboetas acordam com uma boa notícia! A partir de hoje, já é possível transportar as bicicletas, sem qualquer custo adicional, nos autocarros da Carris.


Assim, a prática de cicloturismo no Parque das Nações e em Monsanto está facilitada, pois os 15 Bike Bus são os que ligam o Martim Moniz à antiga Expo (carreira 708) e o Desterro a Algés, com passagem por Monsanto (723).

Para já, são somente duas as carreiras contempladas e o usufruto desta facilidade apenas confinado aos fins-de-semana e feriados. Porém, talvez seja apenas o princípio de uma aposta na promoção da utilização da bicicleta na cidade...

[AS]

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Menos um carro!


A propósito do tema da mobilidade, descobri este blog: “Menos um Carro”. Muito bom!

Já está aqui ao lado nos Links sobre Lisboa, porque tem tudo a ver com Lisboa.

Sugiro a leitura deste post que tem a ver com a questão cultural que se falou na caixa de comentários do post anterior.
[BA]

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

A propósito dos Taxis, a Carris

Um taxista disse-me uma coisa óbvia – para quem conduz um táxi – que eu já tinha ouvido, durante a campanha quando fomos visitar as cooperativas de táxis:

A Av. Fontes Pereira de Melo tem demasiadas paragens de autocarro, o que entope totalmente a circulação na faixa BUS. Existem vários percursos, por toda a cidade, com paragens muito espaçadas. Não parece essencial que naquela avenida tenha de ser assim.
O problema é que temos uma CARRIS, desligada da cidade. Uma Empresa Pública, cuja tutela é do Governo Nacional em vez de ser do Governo da Cidade.

Estou convencido que se a CARRIS fosse uma Empresa Municipal – como propõe a lista “Lisboa é Gente” – haveria mais sensibilidade e rapidez na resolução de pequenos problemas como estes.


Para além disso, uma gestão mais próxima dos cidadãos, implicaria, com toda a certeza, ganhos no que diz respeito ao controlo democrático da gestão, ganhos de transparência e de combate ao desperdício (outras bandeiras desta candidatura).

Lembro-me bem de uma intervenção, em reunião de Câmara, da ex-Vereadora Marina Ferreira, actual Presidente da EMEL e quadro da CARRIS.

Dizia ela, precisamente neste contexto dos princípios da boa gestão, que, apesar de tudo, o que se passava nas empresas Municipais em Lisboa, não tinha nada a ver, pela positiva, com o que se passava em outras empresas, como a CARRIS, que ela conhecia muito bem.

[BA]

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Sá Fernandes propõe 86 quilómetros de percursos ligando espaços verdes na cidade


O vereador lisboeta dos Espaços Verdes, José Sá Fernandes, quer 86 quilómetros de percursos a ligar os espaços verdes da capital até 2009, um plano que apresentou hoje a associações ambientalistas.

De Monsanto ao Parque das Nações, o projecto do Anel da Estrutura Verde pretende mostrar que «as pessoas podem melhorar a sua qualidade de vida» com os espaços verdes que existem em Lisboa mas que não estão ligados, afirmou Sá Fernandes.

«Em 2008 contamos ter tudo estudado e algumas partes do percurso completas», afirmou o vereador eleito pelo Bloco de Esquerda, afirmando que ligar todos os principais pontos verdes da cidade «custa tanto como fazer um jardim novo».

Além de «corredores verdes» entre os parques e jardins, o projecto pondera também abrir caminhos de ligação entre a malha urbana da cidade: uma das hipóteses prevê uma "rambla" pelo meio da avenida Duque d'Ávila em direcção a Oriente.

Sá Fernandes referiu ainda que há o projecto de fazer uma via para bicicletas ao longo de toda a frente ribeirinha de Lisboa e percursos históricos pelas colinas da Avenida da Liberdade, mas admitiu que não será possível fazer tudo até 2009, quando termina o actual mandato autárquico.

O projecto do Anel Verde implica ligar primeiro Monsanto ao resto da cidade, começando pela Tapada da Ajuda, outro espaço verde que está instalado mas que não tem ligação ao maior parque da cidade.

Sucessivamente, o plano supõe ligações que passarão pela Quinta da Granja, Parque Periférico, Quinta das Conchas, Campo Grande, Campo Pequeno, Vale de Chelas, Olivais, Vale do Silêncio, Parque da Bela Vista até ao Parque das Nações. Outras ligações previstas proporcionariam acesso da Tapada da Ajuda até ao Tejo e a ligação entre as duas metades do Parque da Bela Vista, bem como um acesso.

Sá Fernandes destacou a necessidade de garantir «acesso simples a pé ou de bicicleta» a todas estas áreas da cidade, citando situações como a do Parque da Bela Vista, ao qual os habitantes do outro lado da avenida Gago Coutinho só têm acesso de carro.