sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Acordo com Sporting vai a reunião de Câmara

Na próxima 4ª feira, o acordo entre a CML e o Sporting, relativo aos terrenos do antigo estádio de Alvalade, será proposto em reunião de Câmara.

Porque razão é que este acordo não foi possível no mandato anterior (Carmona)?


Porque razão é que Carmona Rodrigues e alguns dirigentes do Sporting quiseram atirar o odioso da questão para cima de Sá Fernandes, em plena campanha eleitoral?

Esperemos, agora, que reconheçam publicamente que Sá Fernandes fez parte da solução e nunca prejudicou o SCP.

Quem prejudicou realmente o SCP foi quem nada fez para que se chegasse a um acordo e utilizou este facto para retirar dividendos políticos. Estão a ver que foi?

[P]


quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Acordo à vista?

"O assunto está a ser tratado, foi falado com a Câmara e esperamos ter uma solução a muito curto prazo". Estas declarações de Soares Franco sairam no jornal "A Bola" de ontem e referem-se ao problema da urbanização do SCP nos terrenos do antigo estádio de Alvalade que foram alvo de controvérsia na fase final do mandato de Carmona Rodrigues.

Sá Fernandes tinha pedido a Carmona esclarecimentos sobre a compatibilidade do projecto com o PDM em vigor, nomeadamente quanto à possibilidade ou não de construção numa área de 29 mil m2 que, no entendimento que passou a ser de vários vereadores, devia ser de cedência para área verde.

A Câmara acabou por mandatar Carmona Rodrigues para procurar uma solução consensual com o Sporting. Chegaram a reunir, mas Carmona veio para a reunião de Câmara sem qualquer proposta de acordo. Segundo a imprensa, nem falou do assunto ao presidente da SAD leonina.

Em vez de se procurar o esclarecimento e uma solução para a legítima dúvida suscitada, foi desencadeada uma lamentável e injusta campanha contra Sá Fernandes e o Bloco, tentando responsabilizá-los pela não aprovação do projecto.

Afinal, segundo as declarações do próprio Soares Franco, teria sido possível chegar a um acordo para resolver a situação. Teria bastado que o ex-presidente Carmona tivesse feito alguma coisa para isso. E não o fez.

Fica agora evidente que Carmona Rodrigues tem culpas fundamentais no cartório e acaba por ser o verdadeiro responsável por este imbróglio. Não quis resolver o problema porque queria tirar dividendo políticos do natural descontentamento de muitos sportinguistas e virá-lo contra a única oposição credível na Câmara de então. Com a habitual postura de sonso, Carmona prejudicou gravemente o Sporting por interesse político próprio.

Agora que estamos a ver o filme todo é preciso que os sportinguistas também sejam esclarecidos... e que o anunciado acordo acautele com isenção os interesses da cidade. Vamos aguardar pelo texto da proposta de acordo entre a CML e o SCP que deverá vir a uma próxima reunião de Câmara.

[P]

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Terreiro do Paço sem carros

No passado Domingo vedou-se pela primeira vez o trânsito no Terreiro do Paço, numa iniciativa que se vai prolongar durante os próximos domingos, nos próximos meses.

Às 15 horas, o transito que vinha do cais do sodré estava bastante congestionado e – estando o Vereador José Sá Fernandes a passear pela zona – um automobilista irritado gritou-lhe: “O Sr. é maluco! Então corta-me o trânsito num sítio destes?!”

Os condicionamentos à circulação automóvel são uma medida corajosa porque se pode tornar impopular, mas creio que não há alternativas para resolver o gravíssimo problema de trânsito na cidade, nomeadamente na Baixa, considerada uma das zonas com o ar mais poluído da cidade.


É necessário que os automobilistas procurem caminhos alternativos ao atravessamento do centro da cidade e deixem o centro e o rio para o desfrute das pessoas. Mas é ainda mais necessário que se provoquem alterações a um certo paradigma cultural: o de utilização, em todas as ocasiões possíveis, do carro particular – em detrimento do transporte colectivo ou da auto-locomoção - e que, ainda por cima, tem de ficar estacionado o mais próximo possível do sítio para onde se quer ir, nem que fique estacionado “á alfacinha”, como diz um amigo meu do Porto.

[BA]

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Para os gozões...

Pegando no comentário que deixaram no post anterior, aproveito para dizer que é elucidativo que na linha da frente dos ataques a José Sá Fernandes estejam os blogs da área do PCP.

Aproveito também para dizer que as propostas do Vereador para o saneamento financeiro estão há muito tempo no (ainda) site da candidatura, tendo sido, um dos trabalhos mais sérios e completos feitos nesta área, na altura da campanha naturalmente.

Sá Fernandes sabe que a solução para a ruptura financeira da Câmara, não está na venda das amêijoas do Tejo. As declarações estão obviamente mal contextualizadas.

No entanto, não tenho dúvidas nenhumas que:

a) Os problemas financeiros da Câmara não se resolvem só olhando para as despesas, mas sim também para o lado das receitas.

b) O aumento das receitas não passa necessariamente ou somente pela subida de taxas e impostos nem por esperar calmamente que a economia se auto-dinamize, alargando a base fiscal municipal.

c) SIM, criatividade e dinamismo são necessários à gestão da cidade.

Dito isto, parece-me muito interessante a informação dada pelo Zé de que há vinhas no concelho de Lisboa e parece-me ainda mais interessante a ideia de se poder vir a fazer um Vinho de qualidade em Lisboa (evidentemente com uma produção reduzida) em colaboração com o ISA.

Vista aérea da tapada da Ajuda

Evidentemente não me choca que esse vinho possa ser comercializado e custa-me a crer que tal novidade não tenha procura no mercado.

Em relação ao Tejo, parece-me importante que o Município, o Estado, tenha interesse em apoiar e dinamizar, as actividades dos pescadores no rio, nomeadamente, não prescindindo de ter um pequeno porto de pesca.


Provavelmente, o facto de se descarregarem directamente no Tejo esgotos sem tratamento, não contribui nada para que os peixes e os bivalves capturados tenham condições ideais para o consumo humano… Mas é também exactamente por isso que colocar esta questão pode ser interessante: Ligar as pessoas ao rio, consciencializa-las para as questões ambientais, lembrar que estão por fazer obras essenciais no que diz respeito ao saneamento e tratamento de esgotos que vão para o Tejo e que esse é um investimento que pode num futuro próxima ter um retorno económico para a cidade.

[BA]

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Ainda a proposta sobre Orçamento Participativo


Sejamos claros: A Câmara Municipal de Lisboa não vai passar ainda a ter um Orçamento Participativo. Se olharmos para proposta aprovada na Câmara, ela é sobretudo uma metodologia de lançar o problema e o risco maior da presente situação é ter lançado a consigna e ela não conseguir dar os primeiros passos.

É, no entanto, extremamente significativo que a capital do país queira ou ambicione evoluir para um sistema com reforço inequívoco da democracia participativa. O reforço da democracia participativa corresponde ao sentido geral do programa “Lisboa é Gente”.

É por outro lado um avanço que inclusive vai ao encontro do programa do PCP, de uma Democracia Avançada no limiar do século XXI e, nesse sentido, é com enorme surpresa que vejo o PCP a votar contra a proposta, ao lado de Carmona Rodrigues.

O PCP coloca-se na posição de dizer que o assunto é confuso, que não é programa que se lance nas actuais condições de mandato encurtado, que não há condições... É preciso perguntar quando é que alguma vez haverá condições ideais para começar a mudar a Cidade, mesmo que seja numa coisa de pequena monta.

[BA]

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Jornalismos

Por vezes os jornalistas (não o jornalismo em si mesmo) desiludem-me mesmo, sobretudo pelo seu facilitismo.

Sei, por experiência própria, que o stress das redacções é por vezes incontrolável, que a vertigem do tempo nos controla e que há chefias que são, na maior parte dos casos, diga-se, inultrapassáveis, mas acima de tudo acho que deve prevalecer o discernimento e a vontade de "contar o que se passou" com o maior realismo e distância possíveis. Ok, ainda continuo a achar isso, desculpem...

Hoje na reunião da CML, José Sá Fernandes fez aprovar uma proposta importante do ponto de vista da participação dos cidadãos no processo do Orçamento da CML, e que pode ajudar muito a incluir aquelas que são as prioridades dos munícipes nas contas da cidade.

Além dos jornais e rádios do costume, que acompanham a actividades da CML, a TVI e a RTP estiveram presentes no breafing após reunião, não tanto pela importância desta, mas mais por ser a primeira com uma "ordem de trabalhos" digna desse nome.

Conclusão: de toda a ordem de trabalhos a TVI realçou como a "vencedora" da reunião a vereadora Helena Roseta, por ter aprovado uma proposta, que não é mais que uma recomendação, já muito batida e rebatida, para que a CML faça com que o Governo contemple nos estudos para o novo aeroporto a opção Portela+1.

António Costa foi dado como o grande "perdedor" da reunião (que durou cerca de 9 horas, diga-se, e pos à prova a paciência do presidente) quando conseguiu aprovar uma importante alteração orçamental que vai contribuir para reduzir as dívidas da CML e assim começar decisivamente a "arrumar a casa" para o futuro.

Sobre a proposta de Sá Fernandes, com quem os jornalistas falaram no breafing, nem uma palavra na peça...

Bastava a alguém ter estado 10 minutos na reunião da CML ou ter lido as três propostas a que me referi - cinco minutos chegavam - para perceber como é que se pode fazer desinformação...

As coisas, também no jornalismo, nem sempre são o que são. Muitas, demasiadas vezes, são apenas o que parecem ser. Aparências são para a ficção, não para quem relata o real.

[CO]

ALERGIA À DEMOCRACIA?





PCP, de mão dada com Carmona, votou contra a proposta de Orçamento Participativo do Vereador José Sá Fernandes.

Com esta rejeição, o PCP revela a sua (eterna) dificuldade em participação democrática que representa qualquer tipo de fuga ao seu controlo. Um pouco à semelhança do que tem ocorrido com o Fórum Social Português.

As palavras revelam-se-me insuficientes para classificar tal atitude... ou será, palavras para quê?

Para aliviar imediatas reacções cutâneas de origem alérgica, fica aqui a sugestão de uma pomada. Já agora, perguntem na farmácia pelo genérico... basta que indiquem a substância activa (Difenidramina).

[AS]