quarta-feira, 30 de maio de 2007

Um apoio de peso


José Luis Peixoto, o autor de Cemitério de Pianos, também diz «Lisboa é gente».

Ainda o Sporting e os Espaços Verdes



A Direcção do Sporting Clube e Portugal, exigiu ontem a retirada do Outdoor de José Sá Fernandes, dos terrenos, alegadamente seus, próximos do seu estádio.

Em todas as eleições dos últimos anos, foi montada ali uma estrutura com propaganda política e só agora, a Direcção do Sporting, se queixa desta "ocupação"...

Tem isto a ver com a recente polémica do "loteamento dos terrenos do Sporting".

Naturalmente, que José Sá Fernandes respeitará a indicação da Direcção do Sporting, mas nós, aqui na candidatura, sentimo-nos um pouco injustiçados, sobretudo os que são Sportinguistas...


Vamos lá ver então:

1. Existe um PDM que prevê que se reserve determinada área de espaços verdes sempre que se faz construção. Esta regra é fundamental para termos uma cidade com um mínimo de ordenamento, de qualidade de vida, de equilíbrio...

2. A CML, que durante a gestão de Santana/Carmona teve um historial impressionante de cedência a interesses privados, nomeadamente do futebol (nomeadamente do Benfica, como foi já denunciado por Sá Fernandes) em prejuízo da cidade e de todos nós, decidiu que deveria prescindir desses espaços verdes.

3. Decidiu? Não... A proposta tem de ir primeiro a reunião de Câmara... E José Sá Fernandes, que parece ser o único vereador a passar os processos de loteamento "a pente fino", chamou a atenção para o facto de a Câmara estar a prescindir dos espaços verdes.

4. Instalada a confusão na reunião, Carmona, retirou a proposta para ir negociar e ver com o SCP a questão da cedência dos espaços verdes, que área é que iria então ser...

5. A Câmara entretanto cai e vamos para a última reunião antes da dissolução formal.

6. Carmona volta exactamente com a mesma proposta. A oposição diz que se a proposta está igual, dada até a situação política da Câmara, a proposta deve ser retirada. A oposição toda.

Claro que se pode dizer: Mas José Sá Fernandes era o único que estaria convictamente contra a não cedência de espaços verdes. Os outros só queriam ir para as eleições sem essa "pedra no sapato."

Eu não acredito nisso. Há cada vez mais a consciência que a nossa cidade está muito betonizada, que o caminho do desenvolvimento de Lisboa passa por uma Lisboa mais verde, onde as pessoas se sintam bem em viver.

Mas, discussões destas à parte, a verdade é que houve uma maioria de Vereadores na Câmara que quis adiar a aprovação do loteamento. Como é óbvio, não é um vereador em 17 que vai sozinho travar uma proposta do Presidente!

Porquê então esta campanha contra Sá Fernandes?

[BA]

segunda-feira, 28 de maio de 2007

Os estranhos critérios da TSF


Acabei de ouvir o noticiário da TSF.

Apareceu o António Costa a dizer que só fazia sentido sair do Governo para a Câmara se fosse por 6 anos e não por apenas 2.

O Negrão disse que tinha na lista muitos candidatos com experiência autárquica e isso era muito importante para fazer face à situação em que Lisboa estava.

O Ruben apareceu a dizer qualquer coisa sobre a área metropolitana de Lisboa.

O Telmo Correia disse que a cidade estava cheia de tags e que era necessária legislação para criminalizar esses actos...

Não disseram nada sobre a candidatura de José Sá Fernandes.

Também, ele hoje "só" foi entregar a sua lista ao Tribunal... Nem sei porque é que as 3 televisões estiveram lá.

[BA]

sábado, 26 de maio de 2007

Os primeiros "outdoors"

Sairam os primeiros outdoors da campanha.

Todos dizem "O Zé faz falta" e vem assinados por personalidades que apoiam a candidatura do Zé Sá Fernandes à Câmara Municipal de Lisboa:

Miguel Esteves Cardoso


Clara Ferreira Alves

Alexandra Lencastre


Rita Blanco


Gonçalo Ribeiro Telles


António Barreto



Virgilio Castelo


José Fonseca e Costa


Miguel Guilherme


Augusto Cid



[BA]

sexta-feira, 25 de maio de 2007

Uff!

Em entrevista à Lusa TV, entre outros mimos à direcção mendista, Pedro Santana Lopes declarou que não irá participar em qualquer campanha ou actividade relacionada com as eleições intercalares em Lisboa. A revelação divina veio depois... o ex-edil chegou a ponderar avançar com uma candidatura independente! Porém, num pretensioso ataque de bom senso, lá admitiu: «Não é o meu tempo, não é altura de o fazer».

Uff! Que susto!

É também com algum alívio que sabemos que o ex-edil não vai retirar o que disse - como acaba de fazer quanto aos termos «nazi» e «estalinista» utilizados para caracterizar a posição do seu partido face a autarcas arguidos - e surpreender a cidade com uma candidatura... até porque, ao que dizem, o número 13 dá azar.

[AS]

OS FANTASMAS QUE FAZEM O "AVANTE" DELIRAR

O jornal do PC refere esta semana que o caso do negócio Câmara/Bragaparques com a permuta de terrenos do Parque Mayer e da Feira Popular é o negócio que está na origem da realização destas eleições intercalares.

E como terá sido o PC o primeiro(?) a apresentar uma queixa na Procuradoria e na Judiciária sobre esse negócio, logo a queda da Câmara deve-se ao PC!!...

Para além de ridículo, não é verdade. Como é que uma queixa que ainda nem obteve resposta das entidades competentes, pode fazer cair, só por si, o que quer que seja? E como é que é possível apagar dessa história de luta contra a permuta, o papel decisivo que o vereador eleito pelo Bloco teve?

O PC esgravata à procura de "galões"e delira com o trunfinho a que se agarra. Não é para admirar, perante a nulidade que foi o mandato da sua vereação. Todos temos os nossos fantasmas...

Mas o que se torna grave é não perceber (ou fingir que não percebe) que a Câmara caiu por causa da desagregação da própria maioria e do contributo fundamental que a única oposição de corpo inteiro que existiu ao longo deste ano e meio - que se chama José Sá Fernandes - deu para essa desagregação.

Para isso foi necessário denunciar os negócios (vários, para além da Bragaparques), mas também fazer muitas propostas e, sobretudo, ser muito firme na oposição para obrigar PS e PC a hesitarem no comportamento que sempre tiveram na CML: colaboração com o poder para não ficarem de fora das benesses.

Ou seja, o que fez cair a Câmara não foi a queixa à polícia. Foi a política, estúpido!

[P]