quarta-feira, 21 de março de 2007
O adeus de Maria José Nogueira Pinto?

Num espaço de seis meses, a vereadora do CDS/PP zangou-se com os partidos da direita. Primeiro, com o PSD, desfazendo a coligação que mantinha a maioria executiva na CML. Agora, com o partido do qual é militante há mais de dez anos.
Segundo a notícia do Público, Maria José Nogueira Pinto está mesmo de saída do partido que a escolheu como cabeça-de-lista para a edilidade lisboeta. O mal estar com a concelhia do CDS era já conhecido, porém, no âmbito do triste espectáculo deste fim-de-semana, e a impossibilidade de recandidatar à liderança, Maria José Nogueira Pinto dá o primeiro passo para a sua reforma política.
O isolamento de algumas vereações da CML dos partidos e o alheamento de outras sobre os problemas da cidade ditam a urgente necessidade de uma renovação na autarquia... com vereadores distraídos pelas quezílias político-partidárias, Lisboa vai sendo sucessivamente adiada... Lisboa não está «com certeza em boas mãos»...
[AS]
terça-feira, 20 de março de 2007
(Re)Encontro com o Castelo

No início do mês de Março José Sá Fernandes visitou o Castelo de S. Jorge. Tive a sorte de o acompanhar e assim reencontrar lembranças que tinha deste local magnífico da cidade.
Foi uma visita para conhecer melhor as potencialidades (e também as carências) deste espaço que, ao que me foi dado a ver, foi alvo de intervenções que conseguiram modernizá-lo e lhe deram condições para que esteja à altura das expectativas que todos, residentes e visitantes, depositam neste local de excelência da cidade. A breve prazo o Castelo vai ainda sofrer novas transformações, já anunciadas pela CML.
De destacar o convite que nos faz a Câmara Escura na Torre Ulisses, para que observemos através da sua lente curiosa a mulher que tranquilamente estende a roupa numa qualquer janela na Baixa ou a fila de trânsito rumo à outra margem do Tejo. É notório o entusiasmo da responsável que vai orientando a lente para que possamos ter uma vista de 360 ºC sobre a cidade.
Uma palavra de apreço para o empenho da gestora, Teresa Oliveira, que não esconde alguma tristeza que sente pelo pouco orgulho sobre o espaço, que atribui a alguma da vizinhança, com a qual existe uma relação "menos próxima".
E um obrigado pelo convite que nos lançou para uma "inédita" participação teatral (em que participaria o próprio vereador…), a responsável pelo serviço educativo, Marta César de Sá, que não poupa em simpatia quando nos explica os vários programas com que entretêm os mais jovens na descoberta ao Castelo.
Bom seria que a CML se empenhasse em trazer ainda mais jovens visitantes, facilitando-lhes o acesso ao transporte até ao Castelo. Esse, diz-nos quem sabe, é o principal obstáculo à sua vinda.
Ficamos a saber que o Olissipónia – espaço instalado nas salas construídas sobre os vestígios do antigo Paço Real da Alcaçova, a sala Ogival, das Colunas e da Cisterna – que nos conta a história da cidade através de imagens multimédia, dispõe de um sistema já ultrapassado, mas vai sofrer melhoramentos para receber o futuro Espaço Museológico do castelo, com abertura prevista para 2008.
A galeria, instalada nas celas das antigas prisões, que é local de exposições temporárias ou "casa" dos grupos de artistas, que, fruto das diversas produções artísticas, se instalam no castelo, também já tem alterações previstas.
Curioso é o facto do futuro do castelo passar pela sua reintegração no passado, num movimento de descoberta do legado daqueles que, originalmente, povoaram as imediações: uma parte das escavações arqueológicas, iniciadas há cerca de 10 anos, estarão visitáveis, segundo se prevê, em Outubro próximo. Nessa data em que se celebram os 860 anos da tomada do Castelo, voltaremos certamente a reencontrar este local e a simplicidade da sua responsável, a arqueóloga Alexandra Ganhão.
E talvez nesse dia já possamos trazer uma réplica do pote do Século XX que foi encontrado intacto naquele local e que fará parte do espólio do futuro museu.
[CO]
A Tourada
Excelente post no Spectrum sobre o safanão que a Vereadora da Câmara de Lisboa levou em Óbidos.

[BA]
sexta-feira, 16 de março de 2007
Má distribuição dos recursos financeiros
Segundo notícia colocada no site da CML, com o processo da Gestão Centralizada de Compras, a autarquia lisboeta conseguiu uma poupança efectiva de 2,9 milhões de euros/ano.
Afinal, a que se deve a falta de pagamento às instituições com as quais a edilidade estabeleceu protocolos de cooperação e que desempenham um papel fundamental no apoio aos cidadãos e às cidadãs?...
Afinal, a que se deve a falta de pagamento às instituições com as quais a edilidade estabeleceu protocolos de cooperação e que desempenham um papel fundamental no apoio aos cidadãos e às cidadãs?...
[AS]
O Pantâno

Mais um exemplo do pântano em que se tornou a Câmara: Ontem, deveria ser dia grande para a Acção Social, com uma importante Conferência Internacional sobre o Combate à Pobreza e à Exclusão Social no Fórum Lisboa, mas o assunto que traz a CML para os jornais é a notícia de que a Câmara interrompeu o apoio financeiro que prestava a instituições de apoio a sem-abrigo e a deficientes, por falta de verbas.
[Bernardino Aranda]
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